País não pode se acomodar, diz AEB
São Paulo - O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), Benedicto Fonseca Moreira, defendeu ontem que o Brasil não deve se acomodar com o crescimento obtido nas exportações e deve continuar buscando formas de solucionar os entraves que ainda prejudicam a política de comércio exterior do País. Apesar de ter elogiado a estratégia conduzida pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, ele ressaltou que o País ainda possui muitos desafios neste segmento.
''Não podemos aceitar o que várias vezes autoridades importantes dizem, que o problema externo brasileiro está resolvido, que a vulnerabilidade externa brasileira está equacionada'', afirmou Moreira. ''Isso não é verdade, pois nós ainda temos muitos problemas a serem resolvidos.''
De acordo com ele, um dos entraves que ainda afeta a capacidade brasileira de competir no comércio internacional é a forte dependência dos preços de commodities. ''Não há nenhum mal nisso, o Brasil ainda pode exportar muitas commodities, mas essas commodities são instáveis. É como se fosse uma mulher bonita e volúvel. Os preços se alteram com certa rapidez.''
Segundo ele, o Brasil deve buscar uma diversificação da pauta de exportações, com foco em produtos de alta tecnologia e serviços. Moreira disse ainda que outros fatores precisam da atenção das autoridades, como é o caso da burocracia que atinge empresa s exportadoras e da desvalorização do dólar frente ao real. Moreira participou ontem da reunião plenária do Fórum de Líderes Empresariais, em São Paulo. O encontro precede a premiação de representantes do setor empresarial brasileiro, ocorrida ontem à noite.





