Brasília - O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, admitiu ontem que o Brasil ainda não conseguiu enfrentar a questão do desemprego na dimensão exigida, ao ser questionado sobre a estatística divulgada pela Fundação Seade em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
Os dados apontaram aumento da taxa de desemprego em São Paulo de 19,8%, em fevereiro, para 20,6%, em março. Palocci justificou que, apesar do forte aumento do número de postos de trabalho no primeiro trimestre deste ano, houve igualmente um fenômeno de elevação substancial da procura por emprego no período.
Embora não tenha apresentado os números, o ministro insistiu que os dados do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram que, no primeiro trimestre de 2004, foram criadas ''mais vagas que nos últimos 12 anos''.
Palocci, entretanto, esquivou-se de responder à avaliação do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, de que a taxa de desemprego de março indica que o País está à ''beira do caos''. Limitou-se a afirmar que ''cada um tem o direito a fazer seu comentário''.
''O Brasil não conseguiu enfrentar a questão do desemprego na dimensão que o País exige'', afirmou o ministro, pouco antes de embarcar para Washington, onde participará de reuniões no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco Mundial. ''Mas o que há de mais positivo é que a geração de empregos é positiva. E fortemente positiva neste ano'', enfatizou Palocci.

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