País não conseguiu elevar exportações do agronegócio
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sexta-feira, 08 de dezembro de 2000
Paula Puliti Agência Estado 
O Agronegócio brasileiro deve movimentar mais de US$ 20 bilhões em exportações neste ano, de um total de US$ 55 bilhões em vendas externas previstas pelo governo para este ano. O valor, entretanto, praticamente se manterá estável em relação ao ano passado, quando o agronegócio brasileiro movimentou US$21, 68 bilhões, de um conjunto de exportações que totalizou US$48 bilhões.
O Brasil, que já ocupou a sexta posição na lista dos principais exportadores no setor de agronegócio, na década de 80 hoje ocupa o décimo lugar da lista, com apenas 3% de participação no comércio internacional, considerando apenas o agronegócio.
Segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA) de São Paulo, só no ano passado o agronegócio brasileiro exportou US$ 4 bilhões da cadeia de proteína animal (bovinos, aves, suínos e subprodutos como couro e calçados). Outros US$4 bilhões foram obtidos com as vendas de produtos ligados ao complexo soja
além de US$ 2,6 bilhões em café.
De acordo com os dados divulgados pela Secretaria da Agricultura de São Paulo, a título de comparação, o agronegócio dos Estados Unidos movimenta cerca de US$ 50 bilhões ao ano, ocupando a primeira posição entre todos os exportadores e respondendo por 12,5% do comércio internacional. Os dados foram divulgados no II Seminário sobre o Agronegócio Brasileiro e Mercado Externo, promovido pelo Ministério da Agricultura, pela Secretaria da Agricultura de São Paulo e pelo Ministério das Relações Exteriores. Nesta edição, o evento discute o Pós Seattle: Perspectivas da Oferta Brasileira e da Demanda Internacional.
Para o setor cafeeiro do interior - produtores, cooperativas, escritórios de exportação -, uma sucessão de erros na política de retenção é a principal causa do fracasso nas vendas. O Brasil reteve o seu café, enquanto outros países aproveitaram para ofertar grandes quantidades. Ganharam de imediato e garantiram espaço no mercado. Não honraram promessas de reter a produção porque não sentiram firmeza na política do governo e nos negociadores do pacto.


