País já importou 76 mil t de algodão
País já importou 76 mil t de algodão
Argentina ultrapassa o Paraguai e já é o maior fornecedor de algodão para o Brasil, um bom comprador
Vânia Casado
ArquivoSegundo planoO algodão, sua agroindústria e mão-de-obra perdem para o importado A Argentina vem se destacando como o principal fornecedor de algodão para o Brasil, desbancando o Paraguai, que até 1996 liderava as exportações para o País. Só no primeiro trimestre de 1998, já foram importadas 76.000 toneladas do produto, das quais a Argentina tem uma participação de 26%, que corresponde à importação de 21.000 toneladas. No ano passado, a Argentina forneceu 32,2% do algodão comprado pelo Brasil.
A Argentina ampliou sua produção do produto e este ano está colhendo 425.000 toneladas de algodão em pluma, bem acima do consumo interno daquele país, avaliado em 110.000 toneladas. O objetivo era exportar o excedente de 315.000 toneladas para os países asiáticos. Com o cancelamento das importações por parte desses países, a Argentina se voltou para o Brasil, identificando aqui o local ideal para a desova de sua produção.
Em 1996, o Paraguai enviou 84.674 toneladas para o Brasil e a Argentina, 44.091 toneladas. No ano passado, a Argentina exportou para o Brasil 152.714 toneladas e o Paraguai, 44.033 toneladas. No primeiro trimestre de 1998, o Paraguai vendeu para o Brasil somente 2.177 toneladas de pluma.
Com a necessidade de ampliar as exportações, como estratégia para obter saldos positivos na balança comercial, a Argentina estimulou os produtores a investir na agricultura e ampliar a produção de vários produtos, entre eles o algodão, avaliou o engenheiro agrônomo Maurício Lunardon, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
Para este ano, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê a importação de 350.000 toneladas de algodão em pluma, que custarão ao País US$ 620 milhões. No ano passado, o Brasil desembolsou US$ 849 milhões na importação de 470.773 toneladas. Este ano, considerando o aumento da produção nacional, estima-se uma redução de 26% nas importações. A Conab prevê uma produção de 1,28 milhão de toneladas, na qual o Paraná tem uma participação de 15%, com uma produção de 193.500 toneladas.





