De tradicional importador, até meados da década de 80, o Brasil não só atingiu a auto-suficiência na produção de aveia como se transformou, hoje, em centro de excelência em tecnologia da cultura na América Latina. A informação é do presidente da Comissão Organizadora da 18ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia, pesquisador José Carlos de Oliveira, durante abertura do evento ontem pela manhã no Centro de Difusão de Tecnologia do Iapar, pelo Secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Antônio Leonel Poloni.
Para o Secretário da Agricultura, a pesquisa de aveia no Brasil, e especialmente no Paraná, atingiu sua maioridade e o tripé pesquisa-agricultor-indústria é a garantia de que as recomendações feitas ao setor agrícola são competentes e realistas, afastando o temor de que os agricultores venham a produzir sem segurança.
O Paraná é o primeiro produtor nacional de grãos de aveia desde 96. São 120 mil hectares entre as áreas de aveia branca e preta. Mas se for considerada a área plantada onde ela é usada para cobertura de solo e adubação verde, este número alcança 600 mil ha.
Para Oliveira, a produção de aveia melhorou muito em quantidade e qualidade. O preocupante, segundo ele, ainda é o baixo consumo, provocando excedentes de produção. Em consequência, os produtores não conseguem obter bons preços, fator que desestimula a continuidade do plantio. ‘‘Um passo importante foi dado ano passado com a inclusão da aveia na política de preços mínimos do governo’’. Outras medidas devem ser implementadas segundo ele como a alteração do hábito alimentar do povo, melhorando a qualidade nutricional através da incorporação da aveia em sua dieta, e outras que possam também facilitar sua exportação. A Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Aveia vai até amanhã e conta com a participação de pesquisadores, empresários, extensionistas e produtores.

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