A alta quase que diária no preço do barril de petróleo no mercado internacional nas últimas semanas já custou para o Brasil US$ 1,2 bilhão, que irão refletir no saldo da balança comercial deste ano. O País teve de desembolsar mais dinheiro para comprar quantidade inferior do produto. No ano passado foram comprados 396 mil barris ao dia, enquanto 324 mil foi a média diária nos primeiros oito meses do ano.
O preço FOB do barril de petróleo esteve numa média de US$ 27,8, valor pouco mais que o dobro sobre 1999, quando o preço médio do barril esteve em US$ 13,7, segundo a Secretaria de Comércio Exterior, que fez a comparação entre janeiro e agosto deste ano sobre igual período no ano passado. ‘‘Estamos importando menos e gastando muito mais’’, comentou ontem o diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex), Ivan Ramalho.
Ramalho, que esteve em Curitiba para participar do 7º Encontro Empresarial de Comércio Exterior do Paraná, faz os cálculos e mostra que, se não fosse a crise internacional do petróleo, o saldo positivo na balança comercial brasileira seria de US$ 2 bilhões, mas hoje está em US$ 1 bilhão.
Outro fator que tem prejudicado a balança comercial brasileira é a queda no preço da maioria das commodities. Como o Brasil é um grande exportador de commodities, soja, café e minérios são os principais, deixou de arrecadar US$ 3,76 bilhões. A comparação é sobre 1997.

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