No acumulado de janeiro a setembro, o saldo de vagas abertas é de 761.776
No acumulado de janeiro a setembro, o saldo de vagas abertas é de 761.776 | Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

Brasília - Foram geradas 157.213 vagas com carteira assinada no país em setembro. Esse é o melhor resultado para o mês desde 2013, quando foram criados 211.068 postos de trabalho formais.

O número superou a mediana das estimativas feitas por economistas ouvidos pela agência Bloomberg de 129.902 postos formais.

O mercado de trabalho brasileiro vem se mostrando mais aquecido do que no ano passado. No acumulado de janeiro a setembro, o saldo de vagas abertas é de 761.776, sendo que no mesmo período do ano anterior foram gerados 719.089 novos empregos com carteira assinada.

Em 2019, as demissões superaram as contratações apenas em março.

Tradicionalmente, o período entre agosto e outubro concentra a maior parte de contratações de temporários nas fábricas para produzir as demandas das festas de fim de ano. Depois, principalmente em dezembro, o resultado costuma ser negativo devido à dispensa desses trabalhadores.

Ao anunciar o resultado positivo do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) de setembro, o Ministério da Economia ressaltou que, pela primeira vez no ano, todas as 27 unidades da federação apresentaram aumento de vagas formais de trabalho.

Além disso, os dados mostram que sete setores econômicos geraram emprego em setembro. São eles: serviços (64.533 vagas), indústria de transformação (42.179), comércio (26.918), construção civil (18.331), agropecuária (4.463); atividade extrativa mineral (745) e administração pública (492).

Apenas um setor, o de serviços industriais de utilidade pública, registrou fechamento de 448 postos de trabalho.

O Nordeste foi a região que mais gerou emprego em setembro, com a oferta de 57.035 vagas. A lista segue com Sudeste (56.833 vagas), Sul (23.870), Centro-Oeste (10.073 vagas) e, por último, Norte (9.352).

Os dados do Caged também dão uma amostra do nível salarial das contratações. A média na admissão em setembro foi de R$1.604,60, o que representa uma queda em relação ao que foi verificado em agosto (R$ 1.619,45). Em termos reais (levando em conta a inflação no período), houve uma redução de 0,74%.

SALÁRIO MÉDIO VOLTOU A CAIR

Após dois anos de alta, o salário médio do trabalhador brasileiro formal voltou a cair em 2018, segundo dados do governo.

Trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada ou que integram o serviço público receberam, em média, uma remuneração de R$ 3.060,88 no ano passado. Em 2017, essa média foi de R$ 3.075,33, em valor corrigido pela inflação no período.

Assim, o país interrompeu uma sequência de aumento no salário médio dos funcionários formais iniciada em 2016, quando a remuneração subiu de R$ 2.988,04 para R$ 3.011,56.

A queda de 2017 para o ano passado foi puxada pela redução salarial no Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Houve alta na média das remunerações no Norte e um sensível aumento (quase estabilidade) no Nordeste.

O governo divulgou nesta quinta-feira (17) a Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2018, que reúne dados do mercado de trabalho formal nos setores público e privado.

Os números mostram ainda que o salário médio da mulher correspondeu a 85,6% do que ganha um homem. Em 2017, as mulheres ganhavam 85,1% da remuneração dos homens. O cálculo é uma comparação ampla do mercado de trabalho para ambos os sexos, e não se refere a diferenças salariais num mesmo setor econômico ou posto de trabalho.

No ano passado, a remuneração média de uma mulher foi de R$ 2.798,06. A do homem foi de R$ 3.268,81.

O balanço mostrou ainda o crescimento do emprego formal em 2018. Foram registrados 46,6 milhões de trabalhadores nessa situação. Isso representa um aumento de 349,5 mil vínculos de emprego formais.

Em relação ao número de vagas de trabalho, também houve um ligeiro aumento na representatividade do emprego feminino.

As mulheres passaram a ocupar 40,1% dos postos de trabalho formais no país no ano passado. Em 2017, elas eram 40%,

Em números absolutos, os empregos formais para mulheres passaram de 20,36 milhões em 2017 para 20,54 milhões no ano passado. A presença dos homens no mercado subiu de 25,91 milhões para 26,08 milhões no mesmo período.

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