Genebra – O Brasil solicitou oficialmente ao governo dos Estados Unidos que faça uma revisão das barreiras ao aço nacional. Ontem, em uma reunião de mais de duas horas em Genebra com autoridades da Casa Branca, diplomatas do Itamaraty demonstraram que os prejuízos comerciais do Brasil podem chegar a US$ 400 milhões por ano e que, portanto, solicita que o País seja excluído das salvaguardas.
No dia 5 de março, a administração do presidente George W. Bush estabeleceu uma sobretaxa de 30% às importações de aço, o que gerou protestos dos países exportadores de produtos siderúrgicos. A medida entra em vigor hoje nos Estados Unidos, mas Washington terá até meados de abril para fazer modificações sobre os produtos e países que seriam sobretaxados.
A esperança do Brasil, portanto, é de que a Casa Branca considere os argumentos do Itamaraty e, na pior das hipóteses, amplie a quota de exportação do aço brasileiro ao mercado norte-americano. Na avaliação da indústria brasileira, o aumento das quotas das atuais 2,7 milhões de toneladas para 3,7 milhões poderia ser suficiente para que a disputa fosse solucionada.
As autoridades da Casa Branca questionaram como o Brasil teria calculado os prejuízos com as barreiras.

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