Pais ficam divididos entre preço e qualidade
A procura por produtos de qualidade e licenciados (com personagens ou foto de famosos), assim como em outros anos, deve continuar elevada, prevê o diretor comercial da Brasil Escolar, Antônio Sereno. ''Hoje em dia a maioria dos estudantes quer um produto mais alinhado com ele. A procura de produtos de maior qualidade e dentro do padrão de cada região deve predominar.''
Uma das dicas primordiais no momento das compras do material escolar é não levar os pequenos junto. Afinal, crianças tendem a ''comprar com olhos'', como diz o professor. Que o diga a autônoma Efigênia Jardim, que tem duas filhas - Amanda, 9 anos, e Aline, 6 - fãs dos produtos com personagens. ''Elas gostam. Algumas coisas a gente deixa comprar, outras a gente negocia.''
A dona de casa Rosângela Moreira Garcia e o marido também têm duas filhas - Ana Carolina, 5, e Maria Eduarda, 9. Esta é a primeira vez que Ana Carolina passa pela experiência da compra do material escolar. ''Ela está toda empolgada. Como são muitas opções, ela fica doida'', diz a mãe, que pretende comprar dar prioridade à qualidade dos produtos. ''Não adianta nada comprar material fraquinho. Não aguenta nem até metade do ano.''
Na opinião do economista Flávio Oliveira dos Santos, da Faculdade Pitágoras, nem todo o material precisa ter boa qualidade, o que pode reduzir o preço final das compras do material. Mas alguns itens valem um desembolso maior, como a mochila, por exemplo, que precisa ser resistente e de boa qualidade para durar vários anos. ''Mas tem que ser conversado com a criança que o material não pode ser trocado no ano seguinte'', lembra o economista. Acostumada a comprar material novo todo ano para as filhas, a autônoma Efigênia afirma que este ano está reavaliando o costume. ''O salário está meio apertado este começo de ano.'' (M.F.C.)





