País estuda reduzir também importação de carros e grãos
São Paulo - Além de estudar imposições de barreiras aos eletrodomésticos brasileiros, o governo argentino também estuda formas de reduzir a importação de carros e de grãos agrícolas de seu principal sócio no Mercosul. Na segunda-feira o ministro argentino da Economia, Roberto Lavagna, decidiu pela retirada da licença prévia para a importação de geladeiras, fogões e máquinas de lavar roupa. O principal fornecedor desses produtos são empresas brasileiras. Ontem decidiu esperar por uma reunião dos setores.
Segundo o jornal ''La Nación', o Ministério da Economia da Argentina deverá divulgar também, em breve, medidas semelhantes para a importação de grãos agrícolas, o que também poderia prejudicar o Brasil. Além disso, durante o anúncio das novas barreiras contra eletrodomésticos na segunda-feira, Lavagna manifestou preocupação com a entrada de carros brasileiros no mercado argentino. O país estima que 60% dos veículos novos que circulam internamente tenham sido fabricados no Brasil. O ministro, entretanto, não falou ainda da possibilidade de levantar barreiras contra os carros brasileiros. Ele apenas fez um apelo às montadoras argentinas que passem a fabricar no país veículos populares como os que são feitos no Brasil. Segundo o ministro, hoje a Argentina produz praticamente apenas carros de luxo.
O secretário da Indústria da Argentina, Alberto Dumont, esteve reunido no último final de semana com diretores da Renault em Paris para negociar a produção de modelos mais baratos e econômicos no país vizinho.
Hoje começa a reunião de cúpula do Mercosul, em Puerto Iguazú (Argentina). As disputas comerciais entre Brasil e Argentina poderão azedar o encontro dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner.(Das Agências)





