'País está no caminho certo'
O Brasil, mesmo com o alto custo social, está no caminho certo quanto à adoção de estratégias para fazer frente à séria crise recessiva que atinge o mundo, na opinião de Caio Koch-Weser. Ele lembra que, nos últimos anos, o País sofreu choques externos de escala mundial, como o de 1997/98, com a grave crise na Rússia e na Ásia Oriental, o que, parece, atrasou as reformas do governo brasileiro, que se voltou para a estabilização da economia.
Neste ano, o crescimento muito baixo da economia mundial, a recessão dos Estados Unidos e os acontecimentos de 11 de setembro, em território norte-americano, tiveram reflexos negativos no País. ''Então, tudo isso acaba tendo efeito nas reformas sociais e estruturais que o Brasil precisa fazer.'' Koch-Weser salienta, porém, que muito se conseguiu na área de educação. ''Houve avanços, mas é preciso melhorar muito mais, em termos de qualidade, dos recursos humanos, com o aumento dos investimentos na educação primária e técnica, as melhores 'chaves' para se chegar a um crescimento alto, no futuro'', diz.
O Brasil deveria crescer a uma taxa entre 5% e 7% ao ano, considerando a expansão demográfica. E, na avaliação do vice-ministro das Finanças da Alemanha ''é perfeitamente possível atingir taxas de crescimento como se conseguiu na Ásia Oriental antes da crise de 1997. Isto será uma tarefa do próximo governo, que deverá se preocupar em dar continuidade na política e acelerar os projetos de reformas estruturais.'
Outro ponto positivo é a melhoria da imagem do País no exterior, a partir de pessoas do governo. O vice-ministro alemão destaca o ministro da Economia, Pedro Malan, que integra o G-20, que é constituído pelos ministros da área de finanças dos 20 maiores países do mundo, e que''tende a ser o G-7 do futuro''. Segundo Koch-Weser, além de participar, as economias emergentes têm de aceitar responsabilidades do sistema financeiro internacional.(S.O)





