São Paulo - A economista-chefe do World Economic Forum, Jennifer Blanke, explicou, ao apresentar a pesquisa durante o II Congresso Internacional Brasil Competitivo, que o Brasil está em uma situação de transição. O País está entre o estágio impulsionado por fatores, quando as empresas competem por preços, e o estágio impulsionado pela eficiência na produção.
Segundo ela, ambos ainda são fundamentais para melhorar competitividade brasileira. Na pesquisa do WEF, há ainda um terceiro estágio, impulsionado pela inovação e sofisticação na produção.
No detalhamento da pesquisa, o Brasil ocupa a 67 posição entre os pesquisados em requisitos básicos que incluem instituições, infra-estrutura, estabilidade macroeconômica, segurança pessoal e capital humano básico (educação e trabalho). De acordo com Blanke, o Brasil tem um desempenho ruim em qualidade de instituições (55º lugar), em infra-estrutura (58º) e em capital humano básico (61º). A pior nota fica para estabilidade macroeconômica (96º) já que a pesquisa é de 2003.
Entre os fatores de eficiência na produção, a situação do País é melhor, com o 43º lugar. A economista destacou principalmente o desempenho em abertura e tamanho do mercado (28 posição) e em eficiência de seus mercados financeiros (33). A absorção de tecnologia pelas empresas também foi citada como ponto forte, com o 42º lugar. A pesquisa destaca, no entanto, pontos fracos nesta área, como ineficiências do mercado de trabalho (52) e do mercado de bens (48). (R.T./AE)

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