País entra em ritmo normal de crescimento
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
Kelly Oliveira<br>Agência Brasil 
A estabilização da atividade econômica em maio, depois de 16 meses de crescimento, não preocupa o governo. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já era prevista a desaceleração do ritmo de crescimento no segundo trimestre devido à antecipação das vendas nos três primeiros meses do ano, fato que significou também uma reação à queda da atividade verificada no ano anterior.
''A economia se recuperou, atingiu um patamar mais elevado. Tiramos os estímulos e a economia desacelera e entra num ritmo normal. Nosso patamar normal de crescimento é de 5,5% e 6% ao ano'', afirmou Mantega. Segundo ele, devido à crise mundial vivenciada no ano passado, 2010 é um ano atípico e, por isso, o crescimento deve ficar entre 6,5% e 7%, acima do considerado normal.
O ministro disse ainda que a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em zero no mês de junho, foi consequência, principalmente, da queda nos preços dos alimentos. Para Mantega, isso mostra que o crescimento se dá de forma estável. ''A inflação sempre é uma preocupação permanente, mas com IPCA zero é óbvio que ela deu uma caída. É muito satisfatório, significa que o crescimento é sustentável e não há superaquecimento da economia, como eu dizia. Há apenas aquecimento salutar. Devemos encerrar o ano com uma inflação dentro das metas, muito bem administrada.'
Índice de Atividade Econômica
A estabilidade econômica foi verificada por meio do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado ontem.
Na comparação entre maio deste ano e o mesmo mês de 2009, entretanto, houve expansão de 9,4%. Nos cinco primeiros meses do ano, o crescimento foi de 10,3%, ante igual período de 2009. Esses dados são resultado da série com ajuste sazonal (acerto feito no cálculo em função de variações do período).
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica e contribui para a decisão do Banco Central (BC) sobre a taxa básica de juros, a Selic. Quando considera que a economia está muito aquecida, com trajetória de inflação em alta, a instituição eleva a Selic, como fez este ano em abril (de 8,75% para 9,50% ao ano) e em junho (para 10,25% ao ano).
A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que define a Selic, está marcada para os dias 20 e 21 deste mês. O mercado financeiro espera que a taxa aumente 0,75 ponto percentual nessa reunião.
O índice incorpora e sintetiza informações já conhecidas sobre atividades dos setores da economia, como indústria, agropecuária e serviços - dados usados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para calcular o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.


