Brasília - Quase 116 mil vagas de trabalho com carteira assinada foram fechadas no país em maio, no pior desempenho do mercado de trabalho formal para o mês desde 1992. Trata-se do quarto mês de queda no emprego neste ano por causa da retração da atividade de vários setores da economia, como indústria, comércio e construção civil. Em 2015, o saldo negativo acumulado já é de quase 244 mil empregos formais.
A indústria de transformação foi o segmento que mais demitiu, com quase 61 mil vagas cortadas no mês passado. Todos os 12 ramos industriais fecharam vagas.
Em seguida, o setor de serviços foi responsável pela extinção de 32,6 mil vagas. Na construção civil, 29,8 mil postos foram encerrados, e, no comércio, 19,3 mil.
Na avaliação de José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, a piora no mercado de trabalho ainda se manifesta mais profundamente na queda de admissões. A tendência é que o resultado do ano seja ruim, com agravamento das demissões. Para Rafael Bacciotti, economista da consultoria Tendências, a menor geração de vagas formais está generalizada e revela a propagação da crise para setores que atendem a indústria, como serviços, que têm peso importante na composição da força de trabalho.

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