País economiza US$ 4,1 bi com queda de importação
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quinta-feira, 11 de abril de 2002
Agência Estado 
Brasília - No momento em que a substituição das importações passa a ser indicada como mecanismo para que o País possa aumentar sua eficiência e competitividade, um setor já vem trilhando este caminho com relativo sucesso: o agronegócio.
Dados fornecidos ontem pelo ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, indicam que de 1996 a 2001 o Brasil economizou US$ 4,198 bilhões com a redução de importações na área agrícola. As importações, que eram de US$ 9,124 bilhões em 1996, caíram para US$ 4,926 bilhões no ano passado.
Essa redução ficou mais acentuada nos três últimos anos, disse o ministro, mostrando que as compras externas no setor - que eram de US$ 8,282 bilhões em 1999 - caíram para US$ 5,874 bilhões em 2000. No ano passado, esta queda continuou, com redução de 16,15%, com importações no valor de US$ 5,875 bilhões, ou seja, 11,05% menores em relação ao período anterior.
Recursos - Isso mostra, segundo Pratini de Moraes, que este processo está diretamente ligado à concessão de recursos para a agricultura, especialmente para custeio da safra. No ano passado, o governo autorizou R$ 16 bilhões para financiar a safra que será colhida neste ano, de quase 100 milhões de toneladas. Esta quantia representou praticamente o dobro dos recursos concedidos para a safra cultivada em 2000.
De acordo com o ministro, entre os setores que estão apresentando melhor desempenho na redução das importações do agronegócio está o algodão, cujas compras passaram de US$ 323,069 milhões em 2000 para US$ 95,095 milhões no ano passado, com queda de 70,56%. Em seguida vem o milho, com redução de 65,29% .


