País criou 657 mil vagas formais em 2000
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terça-feira, 06 de fevereiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
Pela primeira vez desde 1996, o balanço do mercado formal de trabalho fechou o ano de 2000 com um saldo positivo de empregos com carteira assinada. Em 2000, foram criados 657.596 postos de trabalho, enquanto no ano anterior o resultado foi negativo em 196.001. No ano passado, todos os meses foram positivos para o emprego, com exceção de dezembro, quando foram perdidos 225.789 postos de trabalho. Os dados do ano foram divulgados ontem, via internet, pelo Ministério do Trabalho.
Os técnicos que analisaram os dados fornecidos mensalmente pelas empresas afirmaram que o resultado negativo de dezembro já era esperado. Em toda a série história do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) isso acontece. No final do ano a indústria diminui a atividade, assim como o comércio, já abastecido com os produtos que serão vendidos no Natal e Ano-Novo.
Mesmo assim, de acordo com os técnicos, a queda do emprego em dezembro de 2000 foi significativamente menor do que nos anos anteriores. Em dezembro de 1999 foram perdidos 243.121 empregos e em dezembro de 1998, 437.758.
De acordo com os técnicos o ano de 2000 foi marcado pelo dinamismo do ciclo macroeconômico que beneficiou a totalidade dos setores de atividade. A maior taxa de crescimento foi observada no comércio, que foi responsável pela criação de 175.472 postos formais.
A indústria de transformação obteve o segundo maior porcentual de aumento, contribuindo com 192.863 oportunidades de emprego com carteira assinada. O setor de serviços apresentou, no ano passado, o maior aumento absoluto de postos de trabalho, fechando o ano com um saldo líquido positivo de 283.928 postos.
Em termos geográficos, a maior taxa de crescimento do emprego foi obtida pela região Norte (5,32%), seguida pelo Centro-Oeste (3,75%). Nas áreas metropolitanas, o ano fechou com um crescimento acumulado do emprego de 3,33%. Segundo os dados do Ministério do Trabalho, todas as grandes aglomerações urbanas registraram aumento no número de assalariados formais. O maior porcentual foi registrado em Porto Alegre (4,40%).


