Brasília - A economia brasileira gerou em janeiro 142.921 empregos com carteira assinada, segundo o Ministério do Trabalho, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado é recorde para meses de janeiro e confirma a manutenção da trajetória de crescimento expressivo do mercado de trabalho formal.
O número de empregos com carteira assinada gerados em janeiro representa um crescimento de 35,51% em relação a janeiro de 2007, quando foram criadas 105.468 vagas. A série histórica do Caged começou em 1992.
De acordo com os dados divulgados pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, no período de 12 meses encerrado em janeiro deste ano, foram criados 1.654.845 postos formais de trabalho no País, uma expansão de 6,03% em relação ao período anterior. Entre 2003 (início do governo Lula) e 2008, foram gerados 6.411.689 postos de trabalho. De acordo com o ministério, os dados de janeiro mostram uma expansão do emprego ''quase generalizada''.
Os principais setores da atividade econômica responsáveis pelo bom desempenho do emprego no mês passado foram a indústria de transformação (59.045 postos), os serviços (49.077 postos) e a construção civil (38.643 vagas). O único setor que não teve crescimento em janeiro foi o comércio, que teve 14.144 empregos a menos, em razão do efeito sazonal vinculado ao término de contratos realizados para atender ao aumento da demanda de final de ano. A atividade agropecuária, por sua vez, gerou 8.035 novos empregos em janeiro.
Extremamente otimista com a economia brasileira, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou ontem que os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode crescer 6% este ano. Ele chegou a apostar com os jornalistas presentes na entrevista de divulgação dos dados que a sua previsão se confirmará ao final do ano.
Segundo Lupi, o Brasil está vivendo um ciclo econômico vitorioso com o aumento da demanda interna. Na sua avaliação, esse aumento impulsiona a geração de novos empregos formais (com carteira de trabalho assinada), que em janeiro foi recorde. Ele previu para 2008 um aumento superior a 1,8 milhão de novos postos de trabalho no País.
O ministro avaliou que o aumento da demanda interna gerado pela expansão do poder de compra do trabalhador brasileiro é ''um belo problema''. Ele reconheceu, no entanto, que essa demanda maior pode gerar inflação, embora não acredite nesta hipótese. Ele disse que será um grande desafio para 2008 evitar uma inflação de demanda.

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