As exportações de carne bateram um recorde histórico. No mês passado o volume exportado atingiu os US$ 350 milhões, contra um resultado de US$ 288 milhões de maio do ano passado. No entanto, em toneladas o volume foi menor. Em toneladas de carcaça, neste ano foram 200,12 mil toneladas, contra 216 mil toneladas. Os embargos impostos por alguns países, devido aos focos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul e no Paraná, não causaram nenhum impacto comercial.
''A maioria dos países limitou apenas algumas regiões e os frigoríficos realocaram seus contratos para regiões que estavam liberadas'', informou Marcus Vinícius Pratini de Moraes, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e ex-ministro da Agricultura. Além do resultado favorável houve uma expansão do mercado, que chegou a 180 países.
Quando os embargos da carne argentina forem levantados, a previsão é de perder poucos mercados do Chile e da Rússia, que não devem causar grandes impactos para os exportadores nacionais. ''O mundo precisa da carne brasileira, não tem de quem comprar'', avaliou Pratini de Moraes. (F.M.)

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