País aumenta restrições a produtos da Inglaterra
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sexta-feira, 15 de junho de 2001
Sandra Sato Agência Estado 
Com medo de importar o mal da vaca louca, o governo brasileiro proibiu ontem a entrada no País de produtos, órgãos e tecidos de origem humana de pessoas residentes no Reino Unido e na Irlanda. Entre os produtos que não poderão ser desembarcados no Brasil estão sangue e seus derivados, hormônios hipofisários, córneas e ossos para enxerto.
Também não poderão ser importadas produtos para uso em seres humanos que tenham, em sua composição, matéria-prima de animais ruminantes oriundos da Inglaterra, Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte, Ilha de Man, Jersey e Guernsey, além da Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Itália, Liechtenstein, Luxemburgo, Holanda, Portugal e Suíça.
Exemplos desses produtos de origem animal são os fios de sutura cirúrgica, válvulas cardíacas biológicas, ossos bovinos para implantes, albumina e medicamentos à base de gangliosídeos produzidos na Europa. A lista das proibições foi publicada ontem no Diário Oficial e consta de resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A nova resolução amplia decisão anterior do governo de proibir, emergencialmente, a comercialização no Brasil de bovinos, ovinos, caprinos e ruminantes silvestres provenientes da Europa para evitar que o mal da Vaca Louca, que se espalha por aquele continente, contaminasse também os brasileiros.
Todos os produtos discriminados na nova lista não poderão ser desembarcados mesmo se estiverem em trânsito em portos, aeroportos e fronteiras. A proibição também abrange os procedimentos de importação já iniciados. A Anvisa dá um prazo de 20 dias, a partir da publicação da resolução no DO, para que importadores, distribuidores, comerciantes e prestadores de serviço, entre outros, comuniquem que possuem tais produtos em seus estoques.
Caso positivo As autoridades britânicas anunciaram ontem um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), o mal da vaca louca, numa vaca nascida depois da implantação das medidas de controle, destinadas a erradicar a doença.
Segundo o ministério britânico de Agricultura, trata-se do segundo animal nascido depois de 1 de agosto de 1996 afetado pelo mal.
Todas as vacas nascidas antes dessa data foram sacrificadas e, desde então, as rações à base de carne, consideradas causadoras da enfermidade, foram proibidas.
O ministro da Agricultura, Elliot Morley, declarou que esse novo caso, registrado numa fazenda de Somerset, sudoeste da Inglaterra, não impedia a confiança na eficácia das medidas de controle.
O animal, que foi sacrificado, tinha 48 meses. Pode ter sido infectado por sua mãe ou por restos de rações produzidas antes da proibição, segundo as autoridades. (France Presse).


