País atrai investidores externos
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sexta-feira, 22 de setembro de 2000
Das agências De Brasília 
Os investimentos estrangeiros diretos continuam fluindo para o Brasil, que recebeu nos primeiros oito meses do ano US$ 20,136 bilhões, aos US$ 19,848 bilhões registrados no mesmo período de 1999, anunciou ontem o Banco Central (BC). Em setembro, os investimentos diretos registraram uma entrada muito menor que em meses anteriores. Até o dia 22, o Banco Central havia contabilizado a entrada de apenas US$ 641 milhões. O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, disse que ainda não há uma explicação para isso, mas especulou: Talvez a volatilidade (nos mercados internacionais) das últimas semanas.
Por sua vez, o balanço de pagamentos registrou um superávit de 2,5 bilhões de dólares em agosto, enquanto as transações correntes contabilizaram um déficit de 1,6 bilhão de dólares, segundo o informe.
Nos últimos doze meses, o déficit acumulado nas transações correntes se elevou a US$ 23,4 bilhões de dólares, equivalente a 3,75% do PIB. As reservas internacionais cresceram em agosto 2,4 bilhões. A dívida externa se situa em US$ 232,9 bilhões de dólares no final do primeiro semestre, US$ 9,6 bilhões menos do que em março, segundo o informe, que precisa que a dívida de médio e longo prazo, que representa 88% do total, está caindo, enquanto a de curto prazo passou de 5,4 bilhões a 6,2 bilhões no período entre março e junho.
A queda da dívida de longo prazo, segundo Lopes, foi consequência dos pagamentos efetuados pelo País no âmbito do Programa de Assistência Financeira. O Brasil pagou ao Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco do Japão e Banco de Compensações Internacionais (BIS) um total de US$ 10 bilhões.


