País aliviou barreira comerciais
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de novembro de 2010
Raquel Landim<br>Agência Estado 
São Paulo - Foram meses de brigas e reclamações dos dois lados Mas as ameaças e retaliações do Brasil funcionaram A Argentina aliviou as barreiras contra os produtos brasileiros e endureceu com a China O resultado é que o Brasil voltou a ganhar espaço no mercado vizinho em setores como calçados, autopeças, químicos e têxteis
Esses produtos ainda sofrem com as licenças de importação, instrumento adotado pela Argentina em 2009 para controlar a entrada de importados depois que a crise global atingiu o país ''As licenças continuam, mas sua administração se tornou mais flexível'', conta o economista da Abeceb com, Maurício Claveri
A participação do Brasil nas importações argentinas de calçados subiu de 44% no primeiro semestre de 2009 para 51% no primeiro semestre deste ano Na mesma comparação, a fatia da China caiu de 39% para 23% Os chineses estão quase fora do mercado após a aplicação de uma taxa antidumping
''Não temos mais problemas com o atraso de licenças, mas poderíamos estar vendendo mais'', disse o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria Calçadista (Abicalçados), Heitor Klein As vendas brasileiras estão limitadas a uma cota de 15 milhões de pares Em 2000, o Brasil chegou a vender 25 milhões de pares no vizinho
Nos outros setores, a movimentação foi sutil, mas também ocorreu Em têxteis e confecção, o Brasil avançou de 27% para 29%, enquanto a China caiu de 30% para 29% ''As licenças de importação ainda são concedidas com irregularidade, mas pelo menos estão sendo liberadas'', conta o consultor da Associação Brasileira da Indústria (Abit), Domingos Mosca
O diretor da IES Consultores, Alejandro Ovando, explica que o governo argentino precisou flexibilizar os freios para as importações, porque a economia cresce tão rápido que os empresários locais não dão conta da demanda ''Esse é um dos motivos da alta inflação na Argentina ''


