PAINEL ECONÔMICO
Petrobras e mais 35 empresas e bancos têm nota rebaixada pela S&P
A decisão da agência de avaliação de risco Standard & Poor's de rebaixar nota de crédito do governo brasileiro arrastou junto a classificação da Petrobras e de mais 35 companhias e bancos do país. Segundo a agência americana, o rebaixamento brasileiro e o aperto nas condições de crédito pressionam a nota da maior parte das companhias do País. "Desse modo, essas companhias foram afetadas de diversos modos, dependendo da sua configuração de negócio e da sua situação financeira", afirmou a S&P, em nota. No caso da Petrobras, a nota caiu em dois degraus, de "BB" para "B+", ou seja, a estatal precisa subir quatro posições para recuperar o grau de investimento (selo de bom pagador). Na classificação da S&P, o Brasil está dois degraus abaixo do grau de investimento.
Fevereiro tem queda de 1,9% no consumo de energia
Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 16 de fevereiro apontam queda no consumo (-1,9%) e na geração (-1,4%) de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2015. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que traz dados de geração e consumo de energias. Até a terceira semana de fevereiro, a produção das usinas do Sistema Interligado Nacional SIN alcançou 64.261 MW médios de energia. A análise do consumo de energia, que somou 61.543 MW médios, aponta redução de 0,5% no mercado cativo no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras , e de 6,1% no mercado livre, no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores.
Aeronautas aceitam reajuste e descartam nova greve
Aeronautas (pilotos e comissário) aceitaram em assembleia ontem a proposta de reajuste salarial feita em audiência de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e descartaram nova greve. Aeroviários (agentes em terra) ainda farão assembleias pelo País hoje e têm até o próximo dia 22 para informar o TST da sua decisão. As empresas aéreas já haviam aceitado a proposta. O acordo sugerido pelo ministro Ives Gandra, do TST, prevê reajuste de salários e pisos parcelados (5,5% em fevereiro e 5,5% em maio), aumento retroativo a dezembro de 11% nos benefícios sociais e pagamento de abono de 10% do salário, em uma parcela. O ministro pediu a garantia, pelas empresas aéreas, de que não haja retaliação a curto, médio e longo prazo aos trabalhadores que paralisaram as atividades em 3 de fevereiro.





