Governo aumenta tributação de cigarro, chocolate, sorvete e ração
A Receita Federal anunciou um aumento da tributação do cigarro e a elevação, a partir de maio, do preço mínimo pelo qual os maços podem ser vendidos no varejo. Decreto publicado no Diário Oficial da União de ontem também promoveu ajustes na cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que incide sobre chocolate, sorvete e ração de cães e gatos que vão elevar, na prática, a carga tributária desses produtos. No total, as mudanças vão gerar um aumento de arrecadação estimado em R$ 641 milhões neste ano e de R$ 1,069 bilhão em 2017.
A alta do IPI do cigarro vai acontecer em duas etapas. A partir de 1º de maio, a parcela variável da taxação vai aumentar de R$ 1,30 para R$ 1,40 por maço. Em dezembro, esse valor passará a R$ 1,50. Além do aumento da tributação, também foi anunciada uma elevação do preço mínimo do maço, de R$ 4,50 para R$ 5,00, a partir de maio.

Tarifas de embarque da Infraero sobem mais de 12%
As tarifas de embarque doméstico e internacional nos 60 aeroportos administrados pela Infraero vão ser reajustadas em mais de 12%. Os valores foram divulgados ontem pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e terão validade em 30 dias. A nova tarifa doméstica para as unidades da estatal será de R$ 27,68, valor 12,41% superior aos R$ 24,64 cobrados até agora nos chamados aeroportos de 1ª categoria, ou seja, as 14 maiores unidades da empresa (o Aeroporto Afonso Pena, na grande Curitiba, está nessa relação). Na 2ª categoria, onde consta o Aeroporto José Richa, de Londrina, o valor passa de R$ 19,35 para R$ 21,76. Já as tarifas de embarque internacional vão passar dos atuais R$ 85,99 para R$ 91,41. Mas, em abril, elas sofrerão novo reajuste e vão passar a R$ 109,13, uma elevação de 27% em relação ao preço atual.

Venda de veículos novos cai 29% em janeiro
As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros caíram 29,67% em janeiro na comparação com dezembro de 2015, segundo apontou estudo da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), com base no levantamento dos emplacamentos.
Ao todo, foram comercializadas 260.914 unidades em janeiro, contra 370.990 no mês anterior. Na comparação com janeiro de 2015 (372.993 unidades), o setor apresentou retração de 30,05%. Os segmentos de automóveis e comerciais leves, somados, apresentaram queda de 32,15% em janeiro. Foram emplacadas 149.699 unidades, contra 220.640 em dezembro de 2015. Se comparado com janeiro do ano passado (243.882 unidades), o resultado aponta queda de 38,62%.

mockup