PAINEL DO AGRONEGÓCIO
Recordes do café
Nunca o Brasil vendeu tanto café quanto em 2010. Aqui e no exterior. No mercado interno, foram consumidas 19,3 milhões de sacas, volume recorde. E o país também bateu recorde de exportação, com o embarque de 33 milhões de sacas. No total, foram comercializadas 52 milhões de sacas, com faturamento estimado em R$ 7 bilhões.
No bule
O consumo per capita de café torrado no Brasil alcançou 4,81 quilos por habitante em 2010, marca recorde e que representa aumento de 3,5% em relação a 2009. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
Mercado aquecido
Tudo indica que teremos mais um ano de preços elevados para o café. Os estoques estão baixos e há problemas climáticos em quase todos os países produtores, o que deve reduzir a oferta. Por aqui, a safra será menor (ciclo baixo), enquanto o consumo deve aumentar 5%, segundo projeção da Abic.
Qualidade
O corretor Eduardo Carvalhaes, de Santos (SP), informa que a maioria dos negócios com café estão ocorrendo no mercado fisico, fora das Bolsas. Café árabica de melhor qualidade chega a pegar R$ 500 pela saca, e os preços devem continuar subindo.
Maiores
Para a Abic, a meta de um consumo interno de 21 milhões de sacas poderá ser atingida em 2012. Se isto ocorrer, o Brasil passa a frente dos EUA e assume a posição de maior consumidor mundial de café. Já somos o maior produtor e o maior exportador de café do mundo.
Quebra na maçã
A safra brasileira de maçã, que começa a ser colhida esta semana no Sul do Brasil, deve ter quebra de até 25%, segundo a Associação Brasileira de Produtores (ABPM). Problemas climáticos, como a geada e o granizo, prejudicaram o desenvolvimento das frutas e reduziram a produção deste ano para 1 milhão de tonelada, ante 1,275 milhão em 2010. Os produtores, porém, esperam que a alta dos preços possa compensar a menor produção.
Laranja
Os preços da laranja pêra in natura continuam elevados em São Paulo, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo. As chuvas intensas no início de janeiro atrapalharam a colheita, reduzindo a oferta. Nos últimos dias, com a diminuição das chuvas, um maior volume de laranja foi disponibilizado no mercado, mas não houve alteração nos preços.
Mandioca
Os agricultores estão colhendo mandioca para formar caixa, segundo os analistas do Cepea. Com isto, a oferta da raiz cresceu nas últimas semanas, mas algumas fecularias ainda estão em recesso.
Garrote dispara
Com a alta de 38% no preço da arroba do boi gordo nos últimos doze meses em Mato Grosso, o preço do garrote saltou 22%, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Ontem estava sendo comercializado em média a R$ 850,71.
Churrasco salgado
Levantamento da Fipe (Fundação de Pesquisas Econômicas), da Universidade de São Paulo, mostra que o filé-mignon foi o corte que mais se valorizou nos últimos dozes meses (67,7%), seguido da picanha (57,5%), costela (38,7%), contrafilé (33%), alcatra (32%) e acém (31%).
Comida cara
Não é só aqui que a carne bovina está custando o olho da cara. Nos EUA, as projeções são de aumento entre 2% e 3% no Índice de Preços ao Consumidor este ano, por conta da alta dos preços de alimentos, especialmente das carnes.
Fecha aspas
''Os melhores médicos do mundo são: o Dr. Dieta, o Dr. Tranquilidade e o Dr. Alegria''
Jonathan Swift
Bruno Blecher, da Agência Mercados, com BM&FBovespa
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