PAINEL DO AGRONEGÓCIO
Disparada do boi
O boi atingiu o maior valor real dos últimos treze anos, segundo informação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepa). Só esta semana a arroba subiu quase 8%. No mercado futuro, a arroba do boi fechou o pregão de ontem na BM&FBovespa a R$ 109,09. Para janeiro, a cotação é de R$ 100,33.
Oferta reduzida
Os pecuaristas retêm o boi no pasto na expectativa de uma valorização ainda maior. A baixa oferta de animais prontos para abate sinaliza uma tendência de alta, mas alguns analistas - caso da Scot Consultoria -acreditam que o pico de preços já foi atingido.
Carne cara
Exportadores e traders estão preocupados com o alto preço da carne bovina brasileira, segundo Miguel da Rocha Cavalcanti, diretor do Beefpoint. Isto pode afetar a competitividade do produto nacional lá fora.
Febre aftosa
São Paulo inicia na próxima segunda-feira a vacinação contra a febre aftosa. O rebanho do Estado soma 11,2 milhões de animais. São Paulo não registra casos da doença há 14 anos.
Soja estável
A soja para janeiro 11, o vencimento mais líquido, fechou ontem estável na bolsa de Chicago, mantendo os US$ 12,36 o bushel de anteontem. Na BM&FBovespa, a soja foi cotada a US$ 28,10 a saca para entrega em maio do ano que vem, com ganho de 33 cents.
Milho firme
Na bolsa de Chicago, os contratos futuros do milho avançaram a US$ 5,79 o bushel no vencimento dezembro. Na BM&FBovespa, a cotação para novembro fechou a R$ 26,15.
Cristal
O mercado interno continua firme para o açúcar, segundo o Cepea. O cristal está sendo comercializado em São Paulo acima dos R$ 73,00 a saca. Na última semana, o Indicador do Açúcar Cristal Cepea/Esalq (São Paulo) subiu 1,71%, fechando a R$ 73,72/saca de 50 kg. Em outubro, o Indicador acumula aumento de 11,17%. Na bolsa de Nova York, o açúcar demerara foi negociado a 28,71 cents por libra peso no vencimento março, alta de 0,42%
Código florestal
Manifesto elaborado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) propõe que a revisão do Código Florestal Brasileiro seja feita com base em parâmetros científicos. A carta sugere que a comunidade científica brasileira contribua na elaboração da lei. As duas entidades estão preparando um relatório técnico para discutir o novo Código Florestal, que será apresentado em dezembro.
Fecha aspas
''Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão'' - Eça de Queiroz





