Bonança na Bahia
Depois dos prejuízos de 2009, quando as chuvas na colheita provocaram perdas principalmente na soja e no algodão, os produtores do oeste baiano bateram recorde de produção e de produtividade este ano. A safra rendeu cerca de 4,7 milhões de toneladas considerando apenas a soja e o milho.

Oeste em expansão
''A área plantada por aqui vem crescendo há vários anos, mesmo em momentos de crise. Nunca houve uma redução. Plantamos em 2009/2010 1 milhão de hectares de soja, 180 mil hectares de milho e 260 mil hectares de algodão'', comenta Walter Horita, presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Mais algodão
Para a temporada 2010/2011, Horita estima um aumento do plantio de algodão para entre 300 e 320 mil hectares, consequência dos bons preços do mercado. Este ano, o algodão ocupou 256 mil ha no oeste baiano.

Preço confortável
A recuperação dos preços da soja nos últimos meses, que retornou ao patamar de US$ 10 o bushel em Chicago, deve animar os produtores, segundo o presidente da Aiba. ''Este preço deve permanecer e dá conforto ao agricultor'', espera ele.

Mais 2,74%
A alta em Chicago na semana passada puxou os preços da soja no mercado interno, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na semana passada (6 a 13), o indicador da soja em grão (média de cinco regiões do Paraná) subiu 2,74%.

Soja cai
Ontem, porém, os contratos da soja para novembro caíram 12,50 cents em Chicago. Mas continuaram acima dos US$ 10 o bushel , mais exatamente US$ 10,31. Na BM&FBovespa, a soja para maio perdeu 18 cents, cotada a US$ 23,38 a saca.

Doença misteriosa
Um ácaro é o principal suspeito pela doença conhecida por soja louca, segundo os pesquisadores. A moléstia impede que a soja mature. O ácaro estaria se alojando na palha sobre a qual as lavouras, em regime de plantio direto, são cultivadas. O distúrbio provoca perda de qualidade das vagens, que permanecem verdes até apodrecerem.

Milho recua
Os contratos do milho para dezembro recuaram 4,50 cents em Chicago, para US$ 4,22 o bushel. Na BM&FBOVESPA, a saca foi negociada a R$ 23,88 para entrega em maio 11.

Café sobe
Em Nova York, o café arábica subiu 3,50 cents, cotado a 181,10 cents por libra-peso para dezembro. Em Londres, o café robusta para novembro, o vencimento mais líquido, subiu US$ 2 e fechou a US$ 1.770 a tonelada. O café arábica, na BM&FBovespa, ganhou US$ 3,70 no vencimento dezembro, avançando a US$ 209,65 a saca.

Baixa no açúcar
Dia de realização de lucros para o açúcar em Nova York. Os contratos do demerara recuaram 2,47%, para 18,94 cents por libra-peso no vencimento outubro. Em Londres, o açúcar refinado subiu US$ 1,30 para entrega em outubro, cotado a US$ 551,20 a tonelada.

Arroba a R$ 89,51
A arroba do boi para agosto foi cotada a R$ 89,51 para agosto na BM&FBovespa, alta de 88 centavos. Para outubro, os contratos estão sendo negociados a R$ 89,82 a arroba.

Suco fraco
Com a previsão de crescimento na safra da Flórida, os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado em Nova York perderam 2,5% no vencimento setembro, fechando o pregão a 132,95 cents por libra-peso.

Laranja de mesa
Pesquisadores do Cepea informam que as vendas de laranja in natura no mercado paulista estão firmes, embora em alguns pomares as frutas não atingem as características exigidas o mercado de mesa. Os preços baixos das safras anteriores desanimou os citricultores, reduzindo os investimentos nos pomares.

Fecha aspas
''O tempo é um grande mestre, mas infelizmente mata todos os seus discípulos'' Hector Louis Berlioz
Bruno Blecher, da Agência Mercados, com informações da BM&FBOVESPA.
[email protected]

mockup