PAINEL DO AGRONEGÓCIO
Tudo errado
''O problema do agronegócio não é tanto o câmbio. A nossa taxa de juros é escandalosa há anos, chegamos com dificuldade aos portos, exportamos com preço errado e comercializamos mal''. Este é o diagnóstico do economista Paulo Rabello de Castro sobre o setor.
Preços baixos
Segundo ele, produzir a preços mais baixos é a missao do agronegócio. Não podemos ter preços altos. Perderíamos a nossa competitividade. Precisamos, portanto, de uma plataforma global para o setor, capaz de reduzir custos. Portos, estradas, hidrovias, armazéns, entre outros.
Instabilidades
''Falta uma estratégia para o agronegócio'', acrescenta Rabello de Castro. ''Não sabemos quanto vendemos e nem por quanto tempo. Temos instabilidades jurídica, tributária e logística. Estes três fatores trazem grandes prejuízos''.
Só discurso
''O que ouvimos hoje dos candidatos [na segunda-feira] é quase nada. Tudo aqui termina em palanque. O tempo político não bate com o tempo econômico'', comentou o empresário Horácio Lafer Piva, um dos debatedores do 9º Congresso Brasileiro do Agronegócio, sobre os depoimentos de Dilma, Serra e Marina.
Soja a US$ 23
No pregão de ontem em Chicago, a soja teve ganho de 13 cents, encerrando o dia a US$ 10,28 o bushel (US$ 22,66 a saca) no vencimento novembro, o mais líquido. Na BM&FBovespa, a soja para maio subiu 27 cents, para US$ 23,46. Os números do USDA provocaram a valorização.
Causas da alta
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu em 7 milhões de toneladas a previsão de produção mundial em 2010/2011 (253 milhões de t), elevando em 13 milhões de toneladas a estimativa de consumo (250 milhões de t).
Milho avança
Ganho também para o milho na bolsa americana. Os contratos para dezembro avançaram 10,75 cents, para US$ 4,21 o bushel, que equivalem a quase US$ 10 a saca. Na bolsa paulista, a saca de milho foi negociada a R$ 21,22 para entrega em setembro, ganho de 42 centavos ante o pregão anterior.
Café esquenta
O café arábica, em Nova York, subiu 3% ontem, fechando a sessão a 177,55 cents por libra-peso. Em Londres, a valorização foi menor, 1,85%, com os contratos do robusta para novembro a US$ 1.766 a tonelada, US$ 32 a mais do que anteontem. Na BM&FBOVESPA, a saca de café teve forte alta de US$ 7 no vencimento setembro, alcançando US$ 209,45 ao final do pregão.
Açúcar doce
Na bolsa de Nova York, os contratos do açúcar demerara para outubro tiveram expressiva alta de 3,89%, encerrando o dia a 18,97 cents por libra-peso. Na bolsa de Londres, o refinado ganhou 3,19%. Fechou a US$ 549,60 a tonelada no vencimento outubro.
Dívida por floresta
O Brasil vai trocar uma dívida que tem com a Agência Internacional de Cooperação dos Estados Unidos (Usaid) por investimentos na preservação e conservação de florestas tropicais. Serão destinados US$ 21 milhões para projetos nestas áreas.
Boi a R$ 88
Na BM&FBovespa, a arroba do boi para agosto subiu 22 centavos, cotada a R$ 88,03. Para outubro, vale R$ 88,68.
Suco em NY
Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado fecharam ontem com leve alta. Os lotes para setembro subiram 0,33%, cotados a 138,50 cents por libra-peso.
MT em chamas
Os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) identificaram 13.823 focos de queimadas em todo o país ontem, a maioria nas regiões norte e centro-oeste. Só em Mato Grosso há 4.284 focos de queimadas. A previsão para os próximos dias é de sol e baixa umidade no centro-oeste.
Fecha aspas
''Trabalhando muito oito horas por dia, eventualmente você consegue virar chefe e trabalhar doze horas por dia''
Bruno Blecher, da Agência Mercados, com informações da BM&FBovespa.
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