PAINEL DO AGRONEGOCIO
Café garantido
Ao contrário de Eduardo Carvalhaes, corretor em Santos, Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), diz que não deverá faltar café nesta temporada.
Safra grande
''Existiu um risco de falta de café no final deste primeiro semestre, que coincide com o pico da entressafra. Estamos numa situação em que os estoques físicos de café estão em nível muito baixo, o mais baixo das últimas décadas, mas a safra brasileira, que está sendo colhida agora, deve ser recorde, entre 49 e 50 milhões de sacas'', explica Herszkowicz.
Mais cafezinho
O consumo interno de café no Brasil, segundo ele, que foi de 18,4 milhões em 2009, deve crescer entre 6% e 7% este ano, atingindo 19 milhões de sacas.
Preços quentes
Os contratos do café arábica em Nova York, com vencimento em setembro, foram cotados a 146,10 cents por libra-peso, alta de 7,55 cents. O café robusta, para entrega em setembro, fechou a US$ 1.524 por tonelada, com alta de US$ 51. Na BM&FBovespa, o café arábica avançou US$ 7,90 para entrega em setembro, fechando a US$ 170,30 a saca.
Soja avança
Os contratos futuros da soja tiveram recuperação, com alta de 11,25 cents no vencimento julho, para US$ 9,46/bushel. Na BM&FBovespa, os contratos para julho foram cotados a US$ 21,25 a saca, com pequena alta.
Com responsabilidade
A partir de 2011 o mundo poderá consumir soja responsável. Foi aprovada anteontem em São Paulo o Padrão RTRS de Soja Responsável. Participaram da reunião produtores e representantes da indústria e sociedade civil, que votaram a versão final da Carta de Princípios.
Vazio sanitário
Até segunda-feira, os produtores de soja do Paraná devem eliminar todas as lavouras do grão no Estado. O chamado vazio sanitário visa eliminar a ferrugem asiática das lavouras paranaenses. O prazo vai de 15 de junho a 15 de setembro, quando ficam proibidos o plantio, a manutenção de plantas vivas no campo e a movimentação inadequada de soja.
Valor da produção
As maiores quedas no Valor Bruto da Produção ocorrem em oito produtos: uva (-35,2%), feijão (-25,4%), amendoim (-20,9%), pimenta-do-reino (-18,5%), arroz (-17,9%), fumo (-12,8%), tomate (-10,6%) e milho (-10,5%).
Milho sobe
Na bolsa de Chicago, os contratos mais negociados, para entrega em julho, subiram 6,25 cents, para US$ 3,49 o bushel. Na BM&FBovespa, o milho para setembro foi negociado a R$ 19,57, com queda de 29 centavos.
Açúcar sobe
Os contratos para julho do açúcar demerara em Nova York subiram novamente no pregão de ontem, com alta de 3% no vencimento julho, chegando a 15,83 cents por libra-peso. Em Londres, o açúcar refinado para entrega em agosto ganhou US$ 15,40, encerrando o pregão a US$ 524 a tonelada.
Fecha aspas
''No meio da dificuldade encontra-se a oportunidade'' - Albert Einstein
Da Agência Mercados, com informações da BM&FBovespa
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