PAINEL DO AGRONEGÓCIO
Suínos para o Japão
Com gasto de cerca de US$ 4 bilhões ao ano com as compras de carne suína, o Japão importa dos EUA, Canadá e Dinamarca. Para o Brasil, ''necas de pitibiriba''. Isto por conta da febre aftosa, doença que praticamente não afeta mais os suínos, mas apenas os bovinos.
Abertura do mercado
Na próxima semana, representantes do governo e o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Carne Suína viajam à Tóquio para negociar a abertura do mercado japonês ao suíno brasileiro.
Santa Catarina
''O que nós vamos negociar nesta primeira etapa é o reconhecimento do Estado de Santa Catarina como zona livre de aftosa sem vacinação'', diz Célio Porto, secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.
Papelada
Segundo Porto, o Ministério acabou de responder um questionário gigantesco para as autoridades japonesas da área sanitária. Foram enviadas à Tóquio quatro caixas de papel com 47 quilos de documentação. ''As negociações estão avançando'', acredita Célio Porto.
Carne à Rússia
O número de frigoríficos brasileiros que vende carne para a Rússia deverá aumentar, neste ano, de acordo com o Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária daquele país.
Mais 68%
De janeiro a abril deste ano, o Brasil exportou US$ 1,3 bilhão em carnes para a Rússia, com crescimento de 68,4% ante o mesmo período do ano passado. Pela ordem: carnes bovina (US$ 295 milhões), suína (US$ 220,9 milhões) e de frango (US$ 49,8 milhões)
Café de qualidade
''A melhoria da qualidade do café brasileiro é uma realidade que o mundo passou a reconhecer e mais, pretende pagar por isso'', aposta Celso Luis Rodrigues Vegro, pesquisador do Instituto de Economia Agricola de São Paulo
Preço melhor
Vegro se refere à notícia de que a bolsa de Nova Iork está disposta em aceitar a origem brasileira para as entregas dos contratos C negociados por lá. ''Caso isso vingue, o incremento dos preços recebidos pelos cafeicultores pode alcançar entre R$ 40 e R$ 50 a saca'', diz Vegro.
Pequena alta
Os contratos do café arábica na bolsa de Nova York com vencimento em julho tiveram pequeno ganho de 0,18%, fechando a 137,10 cents por libra-peso. Em Londres, o café robusta perdeu US$ 6 no vencimento julho, recuando a US$ 1.402 a tonelada. O café arábica para setembro fechou a US$ 162,55 a saca no vencimento setembro, o mais líquido.
Soja a US$ 9,64
Em Chicago, os preços futuros caíram 1 cent, recuando a US$ 9,64 o bushel para julho. Os contratos para julho na BM&FBovespa encerraram o pregão de ontem praticamente estáveis, a US$ 21,96 a saca.
Milho recua
Na bolsa de Chicago, o preço futuro do milho caiu 5,25 cents, fechando o pregão de ontem a US$ 3,73 o bushel. Na BM&FBovespa, o contrato para setembro subiu para R$ 20,23.
Açúcar estÁvel
Para entrega em julho, os contratos do açúcar demerara fecharam praticamente estáveis hoje em Nova York, a 14,66 cents por libra-peso. Em Londres, os contratos do açúcar refinado subiram US$ 3,50 no vencimento agosto, a US$ 474,50 a tonelada.
Boi a R$ 84,39
A arroba do boi, para entrega em outubro, fechou a R$ 83,74 na BM&FBovespa, com queda de 65 centavos. A cotação para maio fechou a R$ 79,62.
Fecha aspas
''Quem nesta vida quer tudo ao seu gosto, acaba por ter nesta vida muitos desgostos'' - Francisco de Quevedo.
Da Agência Mercados, com informações da BM&FBovespa
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