PAINEL DO AGRONEGÓCIO
Déficit no café
Para Luiz Otávio Araripe, diretor da Exportadora Valorização Empresa de Café, com essa safra de café abaixo do que o mercado trabalha a relação de oferta e demanda mundial já acusaria um déficit de cerca de 1 milhão de sacas na temporada 2010/11, com oferta de 134 milhões de sacas e demanda de 135 milhões.
Estoques reduzidos
Na temporada 2011/12, o déficit pode saltar para 11 milhões de sacas, diante de uma oferta de 127 milhões de sacas e uma procura e 138 milhões. Com isto, os estoques mundiais seriam reduzidos a apenas 4 milhões de sacas.
Preços em alta
Para Araripe, a queda dos estoques é inevitável, e o déficit deve perdurar por três anos. ''Os preços devem subir'', aposta ele. O consumo mundial, que apresentava um crescimento médio ao redor de 1,5% ao ano, saltou para quase 2,5% ao ano.
Mão de obra cara
Para Araripe, o custo de mão de obra na cafeicultura está insustentável, representando em algumas regiões do país 40% do custo total de produção.
Relação de troca
Historicamente, segundo ele, a relação de troca é de 1 salário para 1,2 saca de café, mas com o aumento real do salário e o preço estabilizado do café, a relação está hoje em 0,5 salário para 1 saca de café.
Safra maior
Para João Carlos Hopp Junior, diretor comercial da exportadora Cooxupé, a safra brasileira de café deve render entre 53 milhões de sacas e 55 milhões de sacas. Ele projeta um superávit de 4 milhões de sacas para este ano, mas prevê um déficit de 8 milhões de sacas para o próximo ano, devido à queda na produção brasileira.
Bebida da moda
Hopp Junior disse que o aumento do consumo de café entre os jovens vem elevando fortemente a demanda global. ''O café está na moda. Varejistas como a Starbucks revolucionaram a maneira de vender café'', disse.
Oferta X demanda
O aperto entre a oferta e a demanda deve pressionar os preços até o fim do ano, segundo Hopp Junior. Ele aposta que a cotação em Nova York deva atingir 165 cents por libra-peso até dezembro.
Estratégia de venda
No mercado interno, segundo ele, os preços devem ficar estáveis no curto prazo, durante a safra, para voltarem a subir em seguida. ''A melhor estratégia no mercado futuro neste momento é comprar em agosto e vender durante o Carnaval'', recomenda Hopp Junior.
Vendas em alta
De acordo com os dados fornecidos pelos três bancos que operaram no evento - Banco do Brasil, Bradesco e Santander -, o volume de pedidos de financiamento para a compra de máquinas e equipamentos, veículos e insumos, atingiu R$ 1,15 bilhão nos cinco dias da feira.
Arábica sobe
Na BM&FBovespa, o preço do arábica para setembro subiu 0,60 cent, fechando a US$ 158,15 a saca.
Soja a US$ 22,04
Os contratos da soja para julho na bolsa de Chicago subiram 6 cents no pregão de ontem, avançando para US$ 9,60 o bushel. Na BM&FBovespa, a soja para julho foi cotada a US$ 22,04 a saca, praticamente estável.
Fecha aspas
''O caráter de um homem é formado pelas pessoas que escolheu para conviver'' - Sigmund Freud
Da Agência Mercados, com informações da BM&FBovespa
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