Potência transgênica


Relatório divulgado ontem pelo Serviço Internacional Para Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA) mostra que o Brasil alcançou em 2009 o segundo lugar no ranking mundial de transgênicos, ultrapassando a Argentina. No ano passado, o país plantou 21,4 milhões de hectares com culturas geneticamente modificadas (GM), 35,4% a mais do que em 2008.


Problema ambiental


O ministro Reinhold Stephanes, da Agricultura, disse ontem durante seminário sobre o Código Florestal na Câmara dos Deputados, em Brasília, que a pecuária, muito mais do que a agricultura, é um dos grandes problemas ambientais do Brasil.

Terras mal usadas


''Os pecuaristas utilizam mais de 200 milhões de hectares e os usam mal. Pelo menos, 50 milhões de hectares são mal utilizados'', calcula Stephanes.

Efeito estufa


O ministro defendeu a recuperação ambiental dessas áreas degradadas pela pecuária. ''Somente com a recuperação dessas áreas é possível reduzir em 200 milhões de toneladas por ano a emissão de gases do efeito estufa''.

Os ilegais


Se fosse aplicado o atual Código Florestal, cerca de 1 milhão de pequenos e médios agricultores perderia a capacidade de produção por estar em áreas de preservação.

Bola de cristal


Façam suas apostas: a safra argentina de soja vai render 51, 53, 54 ou 55 milhões de toneladas. Para a corretora Panagricola, tudo depende do clima até julho. A incidência de chuvas nos Pampas no fim da temporada pode afetar a produtividade.

Lavoura enferrujada


As chuvas intensas também ameaçam a produção de soja em Mato Grosso. Devido à forte umidade, a ferrugem se proliferou por praticamente todas as lavouras do Estado.

Perda alta

Só com a aplicação de fungicidas, os agricultores já gastaram US$ 1,5 bilhão, segundo a Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado), que prevê perda da produtividade das lavouras.

Desvalorização


Em Rondonópolis-MT, o produtor hoje consegue no máximo R$ 30,70 pela saca de soja, que há um ano valia R$ 43, 28% mais.

Café com Dilma


Lideranças rurais de Mato Grosso se encontraram ontem com a ministra de Estado Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, no Palácio Paiaguás, em Cuiába-MT.

Remédio da Mata


A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) assinou convênio com a Universidade de Mississipi (EUA) para desenvolver fitoterápicos a partir de plantas da Caatinga e dos Cerrados.

Mal estar


Boa parte da carne vendida nos supermercados do Reino Unido provém de fazendas que não cumprem a legislação nacional para o bem-estar animal, revelou uma reportagem publicada no jornal The Guardian.

Sem anestesia


A reportagem do jornal britânico afirma que 3% da carne bovina importada pelo Reino Unido vêm do Brasil, onde as práticas incluindo marcação do gado à ferro, castração e remoção de chifres podem ser feitas sem anestesia.

Soja recua


Dia de baixa para a soja em Chicago, que recou ontem 9,50 cents no vencimento maio, encerrando o dia a US$ 9,59 o bushel. Na BM&FBovespa, a saca de soja para entrega em maio foi cotada a US$ 21,30, com ganho de 22 cents.

Milho também


Queda também para o milho em Chicago, onde o contrato mais negociado, maio, fechou a US$ 3,78 o bushel, com desvalorização de 4 cents. O contrato mais negociado na bolsa paulista, com vencimento em setembro, encerrou a sessão de ontem a R$ 19,17/saca, enquanto março fechou a R$ 18,38.

Açúcar amarga


O preço do açúcar ontem em Nova York fechou a 23,68 cents por libra-peso no vencimento maio. Em Londres, o açúcar refinado teve forte desvalorização de US$ 33,20/t na posição maio, encerrando a sessão a US$ 653,90 a tonelada.


Boi a R$ 77,75


A arroba do boi avançou mais um pouco, encerrando o pregão da BM&FBovespa a R$ 77,75, ganho de 24 centavos.


Café estável

Os contratos do café arábica em Nova York subiram 0,35 cent no vencimento maio, cotados a 132,25 cents por libra-peso. O tipo robusta, negociado na bolsa de Londres, fechou praticamente estável, a US$ 1.264/t no vencimento maio. Na BM&FBovespa, a saca do arábica perdeu US$ 1,95, cotada a US$ 156 para entrega em março.




Fecha aspas


''A colheita é comum, mas o capinar é sozinho'' - João Guimarães Rosa.

Da Agência Mercados, com informações da BM&FBovespa
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