Adubando dá


Aqui e lá fora, os negócios na área de fertilizantes estão superaquecidos. Na segunda-feira, a norueguesa Yara, líder mundial do setor, anunciou a intenção de comprar por US$ 4,1 bilhões sua principal concorrente, a Terra Industries, dos EUA. Mês passado, a brasileira Vale havia adquirido toda a área de fertilizantes da Bunge.

Petrobras vem aí


Ontem, em Brasília, o ministro Stephanes voltou a dizer que o Brasil vai criar uma política para aumentar sua produção de adubos e reduzir a dependência externa. Aí deve entrar com força a Petrobras.

Visão estratégica


Trata-se de uma questão estratégica para o agronegócio do Brasil, um dos mais competitivos do mundo. Stephanes, que deve deixar o ministério nos próximos dias (vai concorrer à uma vaga na Câmara Federal pelo PMDB-PR), quer concluir logo a proposta de projeto de lei que regulamenta a exploração de fertilizantes no Brasil.

Alho com bugalho


O objetivo é facilitar a exploração de jazidas existentes e incentivar a descoberta de novas. Para o ministro, é preciso separar a regulamentação do setor de fertilizantes do novo Código Mineral, evitando misturar diamante com adubo.

Autossuficiência


Para o ministro, o Brasil tem tudo para se tornar autossuficiente nessa área em dez anos. O Brasil é o segundo maior produtor de grãos do mundo e o terceiro maior consumidor de fertilizantes.

Dormiu no ponto


Enquanto a indústria nacional de fertilizantes atolava nos anos 90, a demanda explodia. Resultado: mais de 90% das 22,5 milhões de toneladas de fertilizantes que o país consome por safra são importadas.

Custo alto


Dados da Confederação Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que cerca de 30% do custeio da safra brasileira é gasto com fertilizantes, entre R$ 18 bilhões e R$ 19 bilhões.

Exportar mais


O Brasil vai enviar neste ano 19 missões comerciais a 25 países. A meta é ampliar a pauta de exportações do agronegócio, visando elevar a receita em US$ 10 bilhões ainda este ano.

Altas e baixas


Em Nova York, os contratos futuros do café arábica subiram US$ 1,75 cent no vencimento maio, encerrando a sessão a 136,40 cents por libra-peso. O robusta, em Londres, perdeu US$ 4, recuando a US$ 1.306 a tonelada no vencimento maio.

Açúcar nas bolsas


Na bolsa de Nova York, o açúcar demerara para entrega em maio fechou a 25,80 cents por libra-peso. Em Londres, o refinado recuou para US$ 706 a tonelada na posição maio, com perda de US$ 7,10/t.

Deficit global


A Organização Internacional do Açúcar estimou que o deficit do produto na temporada 2009/2010 será de 9,4 milhões de toneladas. A entidade espera que o mercado se normalize na temporada 2010/2011.

Soja cai


Em Chicago, a cotação da soja para maio caiu ontem 3,50 cents, fechando o pregão a US$ 9,5750 o bushel. Na bolsa paulista, a soja fechou praticamente estável, cotada a US$ 20,91 a saca para entrega em maio.

Perda no milho


O milho para maio recuou a US$ 3,69 o bushel em Chicago, com perda de 2,75 cents, enquanto na BM&FBovespa ganhou 20 centavos, encerrando o dia a R$ 18,15/saca.



Fecha aspas


''Julgue um homem pelas suas perguntas, não pelas suas respostas'' - Voltaire.

Da Agência Mercados, com informações da BM&FBovespa
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