EUA chancelam etanol da cana e biodiesel da soja


Depois de ter reconhecido, na semana passada, que o etanol da cana-de-açúcar reduz a emissão de dióxido de carbono em 61% em relação à gasolina, a EPA (Environmental Protection Agency), agência do governo norte-americano responsável pela regulamentação ambiental, divulgou ontem comunicado estabelecendo em 57% a redução de emissões do biodiesel de soja em relação ao diesel mineral.

Combustível verde


Com estas análises, a EPA credencia o etanol da cana e o biodiesel da soja para o programa RFS 2, que tem como meta o consumo de 36 milhões de galões (136 bilhões de litros) de combustíveis renováveis nos EUA até 2022.


Em xeque


Para a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), a constatação de que o biodiesel de soja reduz as emissões de gases efeito estufa em 57% em relação ao diesel coloca em xeque o número da União Européia, que estima a redução em apenas 32%.

Safra americana


O USDA, Departamento de Agricultura dos EUA, divulga hoje às 11h30 (horário de Brasília) o relatório mensal de oferta e demanda de grãos e oleaginosas.

Soja no Piauí


Ao contrário do que ocorre na maioria das regiões produtoras do país, o clima no Piauí não está favorecendo a soja. Em Currais, no Sul do Estado, não chove há 20 dias, o que pode reduzir a produtividade da soja para menos de 50 sacas por hectare.

Preço sobe


Às vésperas do novo relatório do USDA, o contrato futuro da soja na bolsa de Chicago tem forte alta de 16 cents, encerrando o pregão a US$ 9,2950 o bushel (US$ 20,49 a saca). Por aqui, a soja ganhou 53 centavos na BM&FBovespa, negociada a US$ 20,65 no vencimento maio.

Milho avança


Na BM&FBovespa, o contrato do milho, para entrega em maio, foi negociado ontem a R$ 17,92 a saca de 60 quilos, alta de 16 centavos. Em Chicago, o milho para março foi negociado a US$ 3,56 o bushel (US$ 8,41 a saca).

Açúcar reage


Os contratos futuros do açúcar subiram para 26,60 cents por libra-peso na bolsa de Nova York, com alta de 0,43 cent. Em Londres, o açúcar refinado teve forte alta de US$ 13,50, encerrando a sessão de ontem na Liffe a US$ 738 a tonelada para entrega em março.

Café esquenta


Os contratos do café arábica subiram na bolsa de Nova York, fechando o pregão de ontem a 130,65 cents por libra-peso, valorização de 1,85 cents. Os preços futuros do café robusta em Londres aumentaram US$ 1/t, para US$ 1.2956 a tonelada no vencimento março.

Queda nas bolsas


A queda nas bolsas na semana passada, segundo o corretor Eduardo Carvalhaes, teve reflexos negativos sobre os preços do café. Na bolsa de Nova York, do fechamento do dia 29 até o fechamento da última sexta-feira, os contratos para entrega em março tiveram desvalorização de US$ 3,84/saca (R$ 7,26).

Boi a R$ 77,18


A arroba do boi na BM&FBovespa recuou 13 centavos, fechando a R$ 77,18.

Tiroteio


''O Ministério do Meio Ambiente é meio governo brasileiro, age como uma organização paraestatal'', acusou o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) na Folha de S.Paulo de ontem. ''Eu sou paraestatal? Ele é pararruralista. Virou defensor dos ruralistas e inimigo do Código Florestal'', respondeu o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente.

Fecha aspas


''O que não provoca a minha morte faz com que eu fique mais forte'' - Nietzsche

Agência Mercados com informações da BM&FBovespa
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