Commodities no mundo

Os preços futuros da maioria das commodities agrícolas caíram nas bolsas de Nova York, Londres e São Paulo.

Agricultura desafinada

Ruy Pigatto, de Curitiba-PR, agrônomo e produtor rural em MS, me manda um e-mail reclamando da falta de cintura dos agricultores brasileiros. ''Não sabem dançar conforme a música'', diz, citando o exemplo do milho.

Parem as máquinas!

''Se os estoques estão altos, a previsão de produção é alta e os preços devem se manter deprimidos, por que a agricultura planta mais milho?'', pergunta. ''Não valeria mais a pena manter as máquinas nas garagens, dar férias aos empregados e assim contribuir para a redução da disponibilidade e consequente melhoria nos preços?''

E o lucro?

''Sim, tem o MST, o Incra e o MDA, que podem alegar que a propriedade é improdutiva. Absurdo!'', acrescenta o agrônomo. ''Tem também a necessidade de rotação de cultura. Mas, acima de tudo, tem o compromisso do produtor com o lucro, sem o qual nada mais se sustentará na propriedade'', comenta.

Tiro no pé

Olha, meu caro Pigatto, estou há 20 anos no jornalismo do agronegócio e até hoje também não entendi a lógica do agricultor brasileiro. Vira e mexe, ele dá tiro no próprio pé.

Dinheiro barato

Se você for a Cascavel-PR na semana que vem para participar do Show Rural (8 a 12 de fevereiro) dê uma checada na linha de crédito do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Os juros desta linha, para aquisição de máquinas agrícolas, que conta com recursos do BNDES, caíram de 11% para apenas 4,5% ao ano.

Arroz paulista

Hoje, em Guaratinguetá, São Paulo abre a sua colheita de arroz no Vale do Paraíba. Maior consumidor nacional do produto, São Paulo produz hoje apenas 5% do gasto. Cerca de 95% do arroz é importado. Segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA), de 341,2 mil hectares em 1984, a área plantada despencou para 16,8 mil hectares nesta safra.

Boi lento

Sebastião Guedes, presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), não vê espaço para uma grande recuperação dos preços da arroba do boi gordo em 2010. ''No máximo, a arroba pode subir uns 10%, isso se a União Européia aumentar suas compras do Brasil'', diz Guedes.

Arroba a R$ 77,31

Ontem o preço da arroba subiu para R$ 77,31 na BM&FBovespa, com alta de 86 centavos.

Milho futuro

O contrato para maio, na BM&FBovespa, perdeu 16 centavos, encerrando o pregão de ontem a R$ 17,76 a saca de 60 quilos. Em Chicago, o milho para março foi negociado a US$ 3,51 o bushel.

Alta da soja

A soja fechou em alta na bolsa paulista, negociada a US$ 20,12 no vencimento maio. Em Chicago, o preço da soja caiu para US$ 9,13 o bushel no vencimento março.

Queda no açúcar

O açúcar demerara em Nova York caiu para 26,17 cents por libra-peso no vencimento março, desvalorização de 5,32%. Em Londres, o açúcar refinado teve forte desvalorização, encerrando a sessão de ontem na Liffe a US$ 724,50 a tonelada, com queda de 2,46%.



Fecha Aspas


''Você não se afoga por cair na água, você se afoga por ficar lá''
Edwin Louis Cole

mockup