PAINEL DO AGRONEGÓCIO
Altos e baixos do açúcar
Primeiro saíram bons indicadores econômicos da China e dos EUA na semana passada, o que elevou os preços internacionais do açúcar. Depois, a euforia cedeu, derrubando os preços. ''O que acontece é que a volatilidade começa a dar sinais de fadiga neste fim de ano. Para se ter uma idéia, a volatilidade histórica de 20 dias despencou de 48,4% para 42,3%'', diz o gestor de riscos, Arnaldo Luiz Corrêa.
Bom momento
Para Côrrea, o setor sucroalcooleiro vive um grande momento. ''Baseado nos atuais níveis e preços, o resultado operacional das usinas cujo mix de produção é semelhante ao do Centro Sul é de US$ 19,34 por tonelada de cana moída. Um momento extraordinário para investimentos'', diz ele.
Soja perde e dólar sobem
Na BM&FBovespa, a soja para entrega em maio 10 fechou o pregão de ontem a US$ 21,56/saca, alta de 24 cents. O dólar no balcão teve alta de 0,29%, cotado a R$ 1,7220.
Cop-15
''Estamos vendo certa desorganização por parte dos governos de todo o mundo na COP-15, porque eles têm conversado pouco com os setores privados. Nós temos o maior plantio direto do mundo, que diminui a emissão de CO2 e o uso de defensivos. O plantio direto já demonstrou que é uma tecnologia mais do que especial na preservação ambiental'', disse á senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da CNA.
Barrado no baile
Segundo ela, a CNA e a Embrapa estão fazendo um grande programa para fortalecer os biomas do Brasil. ''É um programa inédito no mundo, que nós podemos levar para Copenhage. Infelizmente o governo conversa pouco com o setor rural, nós praticamente não fomos convidados oficialmente de forma consistente para esse debate'', reclama a senadora.
Proposta brasileira
Kátia afirmou que a posição brasileira em Copenhague não tem que ser nem do jeito que o Minc quer, nem do jeito que os produtores desejam. ''Temos que ir em busca do que o Brasil precisa e principalmente em busca de comida mais barata para aqueles que estão abaixo da linha da pobreza no Brasil, que são mais de 60 milhões de habitantes. Essas pessoas precisam ser consultadas com relação à questão ambiental.''
Boa de mídia
Para quem estranha o sucesso de mídia da senadora, uma dica: o seu principal consultor de comunicação é o velho jornalista Luíz Gutemberg, ex-comentarista político da Tv Bandeirantes.
Queda do milho
Na BM&FBovespa, os contratos do milho para março 10 fecharam ontem a R$ 21,06/saca, com ligeira queda em relação ao preço de terça-feira.
Camarão caro
Os importadores europeus chegam a pagar até 40% a mais do que o preço do mercado mundial pelo crustáceo produzido nas fazendas marinhas da Costa Negra, no litoral oeste do Ceará. Enquanto o quilo do produto é comercializado internacionalmente em torno de US$ 4,50, o camarão proveniente da Costa Negra é vendido por até US$ 6,30.
Clientes fiéis
Atualmente, os principais centros importadores de camarão são EUA, Japão e União Européia (Espanha, Dinamarca e França). Para saber mais: www.accn.org.br.
Receita de US$ 300 mi
Com 1,2 mil produtores, o Nordeste explora 19.715 hectares de viveiros e produz 70 mil toneladas de camarão por ano, gerando 50 mil empregos e uma receita de US$ 300 milhões (2008).
Abre Aspas
''Só quem é superficial conhece a si mesmo''
Oscar Wilde
Bruno Blecher, da Agência Mercados, com informações da BM&FBovespa
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