Painel do agronegócio
Safra mais rentável?
A rentabilidade da safra 2009/2010 deve ser maior que a da atual, apesar do câmbio. É o que aposta o economista Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda. Para ele, as vantagens competitivas do agronegócio brasileiro devem prevalecer no longo prazo. ''A demanda por alimentos, sobretudo proteínas, é crescente e o país tem capacidade para produzir mais sem causar danos ao meio ambiente'', diz o ex-ministro.
Cresce o abate
Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que no trimestre abril-junho deste ano o abate de bovinos cresceu 5,5% em relação ao período janeiro-março.
Fio da navalha
O relatório do IBGE diz que grandes frigoríficos ainda estão tendo que equilibrar seus custos à nova realidade, ajustando suas escalas de produção, que trabalham num cenário ainda de baixa. Mato Grosso é o principal Estado brasileiro em volume de abate, com 13,6% do total nacional.
Mais suínos, menos frango
O número de suínos abatidos no segundo trimestre deste ano atingiu 7,588 milhões de cabeças, registrando aumento de 4,6% em relação ao segundo trimestre de 2008 e de 3,6% em comparação aos três primeiros meses de 2009. Já o abate de frangos entre abril e junho deste ano, 1,168 bilhão de cabeças, caiu 2,4% ante o mesmo período do ano passado.
Contas não fecham
''O que está acontecendo é a concentração de um enorme poder econômico de duas empresas que incorporam outras em dificuldade financeira. Isto terá fim? Quem sabe no dia em que já não restar frigorífico fora de corporação globalizada. O fato é que há muita dívida a pagar e o dinheiro deve vir de investidores que, em algum momento, vão querer os seus dividendos. E neste setor, historicamente, as contas nunca fecham.'' É o que pensa o professor Pedro Felício, da Unicamp, sobre as recentes fusões e aquisições no setor.
Grandes riscos
Uma pesquisa realizada pela Swiss Res com produtores agrícolas brasileiros mostram que entre os grandes riscos do setor rural, eles identificam em primeiro lugar os riscos da natureza, seguido do preço alto dos insumos, a volatilidade dos preços agrícolas ou do câmbio.
Soja avança
Os contratos futuros da soja tiveram alta de 10 cents no pregão de ontem, negociados a US$ 9,27 o bushel para entrega em novembro.
Milho sobe
Também o milho fechou o pregão da bolsa de Chicago em alta. Os contratos para dezembro subiram 3 cents, encerrando o dia a US$ 3,44 o bushel.
Açúcar valorizado
Mais um dia de valorização do açúcar nos mercados futuros internacionais. Em Londres, o refinado ganhou US$ 7 no vencimento dezembro, cotado no fechamento a US$ 618 a tonelada. Na semana, já acumula alta de US$ 33,50.
Café reage
Em Londres, os contratos do robusta na Liffe recuaram US$ 4 ontem encerrando o pregão a 1.386 a tonelada para entrega em novembro. Em Nova York, os contratos do café arábica avançaram 2,30 cents, encerrando a sessão de ontem a 127,80 cents por libra-peso no vencimento dezembro.
Fecha Aspas
''Viver é desenhar sem borracha''
Millor Fernandes
Bruno Blecher, da Agência Mercados, com informações da BM&FBovespa
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