Soja reage em Chicago
A soja encerrou a semana em recuperação. Os contratos futuros subiram ontem 23,75 cents em Chicago no vencimento setembro, ultrapassando a casa dos US$ 10/bushel, exatamente US$ 10,023 (US$ 22,10 a saca). Para novembro, a soja foi negociada ontem a US$ 9,973 o bushel, com alta de 16 cents. No porto de Paranaguá, a soja subiu 1,19% ontem, cotada a US$ 26,38 a saca, segundo indicador Esalq.

Lógica do mercado
''Quando o dólar cai, a soja sobe; quando a soja sobe, o dólar cai'', diz o ministro Reinhold Sthefanes, da Agricultura, que esteve ontem em Cuiabá (MT) para participar da Bienal dos Negócios da Agricultura. Não deu outra: a soja subiu e o dólar caiu. ''A soja tem valor próprio'', disse o ministro.

Bola de cristal
''Só temos que avaliar qual será o aumento da produção mundial de soja'', alertou Sthefanes, que preferiu não arriscar um palpite quanto ao preço na próxima safra. O dólar, ele imagina, vai estar entre R$ 1,70 e R$ 1,80 em 2010.

Tendência de baixa
Diante da previsão de grandes safras de soja nos EUA, Argentina e Brasil, há quem aposte na queda dos preços para US$ 8 o bushel, o que seria catastrófico aos produtores brasileiros.

Balanço da semana
Nesta semana, o balanço da soja em Chicago foi negativo, com perda de 8,50 cents na posição novembro. Por aqui, a soja para novembro fechou a US$ 25,55, com queda de 15 cents.

Milho estável
As cotações do milho na BM&FBovespa encerraram a semana estáveis, a R$ 19,60 a saca no vencimento setembro, o mais líquido. Em Chicago, os contratos do cereal tiveram alta de 2,25 cents no vencimento dezembro, o mais negociado, avançando para US$ 3,3625 o bushel (US$ 7,94 a saca).

Mais R$ 1,5 bi
O ministro anunciou ontem a liberação de mais R$ 1,5 bilhão para apoio à comercialização da safrinha do milho, algodão, trigo, arroz, feijão e café. O governo pretende adquirir 3 milhões de t de milho por meio de leilões, na tentativa de absorver o excedente da produção de Mato Grosso e transferi-lo para o Sul e Sudeste.

Café cai
As cotações do café arábica voltaram a cair ontem em Nova York, encerrando o pregão a 125,05 cents por libra-peso no vencimento dezembro, o mais negociado. Mas a posição setembro 09 subiu para 123,70 cents por libra peso. Em Londres, o robusta caiu 0,66%, para US$ 1.358 a tonelada no vencimento novembro. No mercado futuro brasileiro, os contratos mais negociados, dezembro, fecharam praticamente estáveis, a US$ 145,05 a saca.

Enxugar o mercado
O governo deve retirar do mercado 5 milhões de sacas de café até o final deste ano e mais 5 milhões em 2010, utilizando recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

Açúcar recua
Os contratos de açúcar refinado caíram US$ 3 em Londres, encerrando o pregão a US$ 553 a tonelada no vencimento outubro. Em Nova York, o açúcar demerara recuou para 21,84 cents por libra-peso no vencimento outubro. Por aqui, o preço da saca subiu 2,52% ontem, para US$ 25,67 a saca, de acordo com a Esalq.

Boi a R$ 77,57
O boi foi negociado ontem a R$ 77,57 na BM&FBovespa, praticamente estável. Já o bezerro caiu de novo, cotado a R$ 608,67 a cabeça, segundo o indicador Esalq/BM&F.

Nova colhedora
A Case IH, empresa do grupo Fiat, vai apresentar nesta terça-feira sua nova colhedora de cana na Usina São Martinho, na região de Ribeirão Preto (SP). A máquina é voltada para pequenos e médios produtores, e tem como principal mercado a região Nordeste.

Ventania e geadas
Hoje as condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de rajadas de vento, moderadas a fortes, entre 40 e 60 km/h, no sul, Zona da Mata e centro de Minas. As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que indica ainda queda acentuada de temperatura nestas regiões. A previsão é de formação de geada no sul, centro, planalto e serra nordeste do RS; meio-oeste, planalto sul e planalto norte de SC; sul e centro do PR. Entre hoje e amanhã chove em áreas isoladas de SP e MS.

Fecha Aspas
''As coisas que mais se temem em organizações - flutuações, distúrbios e desequilíbrios - são as fontes principais de criatividade''
Margaret J. Wheatley

Bruno Blecher, da Agência Mercados, com informações da BM&FBovespa

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