PAINEL AGRONEGÓCIO
Soja e dólar em alta
Ontem foi um dia atípico no mercado de commodities, com alta dos preços da soja e valorização do dólar. A alta de 9 cents levou os contratos da soja para julho e encerraram o dia ontem em Chicago a US$ 10,15 por bushel (US$ 22,38 a saca), surpreendendo os próprios analistas. O dólar no balcão teve alta de 0,57%, encerrando o dia a R$ 1,76.
Pagou para plantar
Pelos cálculos da Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), o agricultor paranaense pagou para plantar o milho nesta safra. Na ponta do lápis, a saca custou aos agricultores R$ 15,44, incluindo despesas para o plantio e a depreciação das máquinas e equipamentos. O preço recebido, em média, ficou em R$ 14,17 a saca. O prejuízo só não foi maior graças à boa produtividade, acima de 120 sacas por hectare.
Alta do milho
Na bolsa de Chicago, os contratos do milho com vencimento em julho, os mais negociados, tiveram alta de 2,50 cents, fechando o pregão de ontem a US$ 3,7150/bushel, alta de 0,68%.
Custo x preço
Na soja, a situação foi um pouco melhor. O preço recebido ficou em R$ 36,75 a saca, enquanto o custo operacional somou R$ 26,54/saca. O problema é que atualmente, os produtores conseguem cerca de R$ 30 pela saca, o que reduz muito a margem de lucro.
De volta ao campo
Cerca de 50 técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento começaram ontem novo levantamento de grãos, para preparar a oitava estimativa da safra 2009/2010. Os números de abril apontaram produção recorde de 146 milhões de toneladas. Os novos números serão divulgados no dia 6 de maio.
Livre da aftosa
Em todo o mês de maio, bovinos e bubalinos de zero a 24 meses do Paraná recebem a vacina contra febre aftosa, que provavelmente será a última dose. Conforme acordo com o Ministério da Agricultura, o Paraná será reconhecido como Estado livre da doença sem vacinação.
Mais de 2000 dados
O Banco Mundial estará oferecendo pela Internet mais de 2.000 indicadores sobre economia, saúde, negócios e desenvolvimeno humano referentes a 209 países. Acesso: datos.bancomundial.org.
Açúcar recua
Os contratos mais líquidos em Nova York, com vencimento em julho, fecharam em queda de 3,30%, cotados a 16,14 cents por libra-peso. O mercado suspeita que a produção da Índia seja superior às previsões iniciais. A demanda também caiu, o que contribuiu para deprimir os preços, equanto a safra brasileira está em plena colheita. Em Londres, o açúcar refinado caiu US$ 1,90, para US$ 487,10 a tonelada no vencimento agosto.
Café na bolsa
Na bolsa de Nova York, os lotes do café arábica para entrega em julho fecharam a 131,45 cents por libra-peso, com pequena alta de 0,15%. Na bolsa de Londres, o robusta caiu US$ 8, recuando a US$ 1.292 a tonelada no vencimento maio. Na BM&FBovespa, os contratos do café arábica para setembro, os mais líquidos, fecharam a US$ 156,10 a saca, alta de 25 cents.
Suco na baixa
Na bolsa de Nova York, os preços do suco de laranja cairam 2,16%, fechando a 135,95 cents por libra-peso.
Boi a R$ 82,31
O indicador BM&F/Esalq para a arroba do boi gordo ficou em R$ 82,31, enquanto o valor do bezerro foi de R$ 711,01/cabeça.
Fecha aspas
''Seja você mesmo. Quem mais é melhor qualificado'' - anônimo.
Da Agência Mercados, com informações da BM&Fbovespa
[email protected]





