Pagar com cartão é mais aconselhável que com boleto
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sexta-feira, 23 de novembro de 2018
Fábio Galiotto Reportagem Local 
Os especialistas em direito e segurança do consumidor sugerem o pagamento de compras pela internet com cartão de crédito como mais segura do que o feito por meio de boleto bancário ou transferência eletrônica. "O conselho que damos é fazer o pagamento com cartão, porque, caso a pessoa caia em uma fraude ou golpe, pode estornar o valor. Se for com boleto, só resta fazer o boletim de ocorrência e denunciar, mas sem garantia de receber de volta o que pagou", diz o coordenador do Procon de Londrina, Gustavo Richa.
Ele sugere que o consumidor pesquise sobre preços de produtos com antecedência e busque informações sobre as lojas, como a existência física ou o CNPJ. "Um dos principais motivos de denúncias em 2017 foi fraude ou produto que não foi entregue. É preciso desconfiar de descontos de 80%, 90%, porque isso não existe", diz Richa.
Sobre lojas físicas, o coordenador do Procon diz que também é preciso tirar dúvidas no momento da compra. Como exemplo, cita que não há obrigatoriedade de trocas em produtos, a não ser por defeitos. Em caso de problemas, é possível procurar o órgão. "Estamos monitorando lojas e recebemos reclamações. Caso necessário, podemos enviar um fiscal para averiguar denúncias", diz.
A advogada e representante da Proteste, Juliana Moya, afirma que o órgão de defesa do consumidor fez o acompanhamento de preços de 800 itens, para monitorar se as promoções são reais. Ela orienta também que se procure eletrônicos de versões anteriores aos lançamentos, que podem estar em liquidação da linha, ter pouca diferença tecnológica e preços bem menores. "O consumidor também precisa ser consciente e evitar gastar mais do que pode, principalmente caso já tenha dívidas grandes no cartão de crédito", diz.
O advogado Raphael Dutra, da área de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações do Vinhas e Redenschi Advogados, afirma que é preciso educar o brasileiro para a vida virtual. Ele cita a onda de notícias falsas durante o período eleitoral, que classifica como "profissionalização da boataria" que também atinge o mercado de consumo. "Precisamos fazer um trabalho de educação que forme cidadãos para o novo ambiente de negócios. A tecnologia gera enormes benefícios, mas existe a necessidade de formar também um cidadão digital e que isso chegue ao homem médio." (Fábio Galiotto/Reportagem Local)


