Pagamentos indevidos são 3% dos contratos, diz estatal
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Agência Estado 
São Paulo A Petrobras informou no balanço financeiro referente ao terceiro trimestre não auditado, que teve acesso oficial ao inteiro teor dos depoimentos do ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, e de Alberto Youssef, ambos em audiência na 13ª Vara Federal do Paraná, a título de prova emprestada. Ainda, pode observar o conteúdo dos depoimentos de representantes de empreiteiras. Conforme a estatal, os pagamentos indevidos representavam, em média, 3% do valor total dos contratos.
A Petrobras considera apenas contratos celebrados entre 1º de janeiro de 2004 e 30 de abril de 2012 com as empresas listadas pelos depoentes. "Até o momento, a companhia não tem ciência da existência de evidências materiais de que outros contratos celebrados durante ou fora do período citado estejam em situação similar", destaca, no relatório.
A empresa de auditoria PwC exigiu à Petrobras que consulte os órgãos reguladores do mercado financeiro do Brasil e Estados Unidos, CVM e SEC, respectivamente, sobre o melhor método de cálculo do sobrepreço do patrimônio decorrente da corrupção. A estimativa de R$ 88 bilhões de perdas não agradou conselheiros e a consultoria admitiu que o número pode ter sido superestimado.


