Brasília - A situação da dívida externa de obrigação do Tesouro Nacional é tranquila até o final do ano. O Tesouro já pagou, sacando diretamente das reservas internacionais do País, US$ 6,727 bilhões dos US$ 7,840 bilhões de principal que vencem até o final de 2002. Resta a pagar US$ 1,113 bilhão com vencimento escalonado nos meses de setembro, outubro e dezembro. O departamento da Dívida Externa e de Relações Internacionais do BC (Derin) garante que os pagamentos serão feitos na data prevista.
  O maior volume de pagamentos ocorreu em abril, com o Tesouro pagando US$ 4,383 bilhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Mais US$ 351 milhões foram pagamentos de títulos (bradies). Outro pagamento de bradies no mesmo montante está previsto para outubro, sendo que o pagamento restante mais pesado ocorrerá em dezembro, com US$ 508 milhões ao Clube de Paris e mais US$ 90 milhões ao FMI.
  Os compromissos externos de responsabilidade do Tesouro Nacional este ano são pouco representativos dentro do conjunto da dívida externa. Atualmente a maior parte desse débito, que segundo a última estimativa divulgada pelo BC estava em US$ 204 bilhões (dados de abril, referente ao estoque), é dívida de curto, médio e longo prazo do setor privado. São esses débitos, especialmente, os de curto prazo, que têm encontrado dificuldade de rolagem das linhas no mercado internacional.
  Sem conseguir rolar a dívida, as empresas são forçadas a pressionar o mercado doméstico de dólar, contribuindo para a alta da moeda estrangeira. Pelos dados do BC, o estoque da dívida de médio e longo prazo do setor privado e setor público financeiro estava em US$ 85,894 bilhões em abril deste ano.

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