Pagamento em dinheiro tende a desaparecer
O setor trabalha também com a expectativa de que a baixa renda venha a substituir os pagamentos em dinheiro pelo pagamento com cartão. Hoje 48% das compras desse público são pagas em dinheiro, 12% em cheque, 5% por cartão de débito, 5% por cartões de loja, 1% por crediário, e 29% com cartão de crédito. A média do mercado, sem incluir a baixa renda, é de 39% dos pagamentos em dinheiro, 18% em cheque, 8% por cartão de débito, 4% com cartão de loja, 2% por crediário e 29% no cartão de crédito.
Embora não revele o total, a executiva da Credicard diz que o nível de inadimplência entre o público de menor poder aquisitivo é um pouco maior que a média nacional.
Mesmo assim, Carla explica que o grupo é interessante para as empresas, ainda que gerem uma rentabilidade menor. O analista de Marketing da empresa, Alexandre Fidalgo, acredita que a expansão nesse estrato ajuda a consolidar a cultura do dinheiro de plástico.
A Credicard cobra uma anuidade de R$ 39 aos portadores de cartão de menor renda, ante R$ 84 dos demais cartões. Os juros para quem atrasa o pagamento, porém, são mais salgados: entre 10% e 11%, para uma média de 4,5% nas bandeiras Gold e Diners.
A Credicard apurou que o público de baixa renda utiliza o cartão principalmente para as compras em supermercados, seguido por vestuário e saúde (farmácias). Não por acaso, as administradoras têm trabalhado com estandes em redes de auto-serviço para oferecer os cartões. Outros meios de divulgação utilizados pelo setor são a mala direta e o telemarketing.





