Padrão para TV digital deve sair até dezembro
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quinta-feira, 30 de agosto de 2001
Agência Folha<BR>De Brasília 
O padrão tecnológico para a TV Digital no Brasil deve ser definido até dezembro. A informação é do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Renato Guerreiro. Segundo ele, no entanto, essa não é a principal preocupação da agência no momento. Os modelos em análise são o japonês, o norte-americano e o europeu.
''Não precisamos discutir mais profundamente a questão técnica'', disse, destacando que as avaliações tecnológicas já foram feitas. A preocupação da Anatel agora é mercadológica e com a instalação do parque industrial no País compatível com o crescimento do mercado.
Guerreiro explicou que o próximo passo da agência será a montagem de dois modelos: um de negócios e outro de transição, que serão colocados em consulta pública em outubro. O modelo de transmissão definirá em quantos anos e quais cidades deverão contar com o serviço.
Segundo ele, a previsão é a de que a transição do modelo analógico para o digital demore no mínimo dez anos. Guerreiro disse que ainda não está definido como será o pagamento pelas atuais emissoras de TV pelos novos canais digitais.
Ele explicou que as emissoras terão, durante a transição, dois canais, um analógico e outro digital, devendo devolver um deles ao final desse período. Já as novas emissoras deverão comprar os canais digitais. Os canais digitais deverão ser operados em UHF, com um total de 56 a 58 canais.
O governo poderá conceder incentivos fiscais para agilizar o processo de implantação da TV Digital no Brasil. Segundo o presidente da Anatel, os incentivos seriam concedidos às indústrias que fabricarem no País os equipamentos receptores da TV Digital.
O assunto está sendo tratado com os ministérios de Relações Exteriores, do Desenvolvimento e da Ciência e Tecnologia.
A agência discute ainda a possibilidade de financiamento tanto para a indústria de transmissores e receptores quanto para os próprios usuários.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) seria o agente financiador para o caso dos transmissores, e o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal poderiam financiar os consumidores.


