Após 30 meses de coleta de dados, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai colocar à disposição do público os estudos técnicos sobre o modelo de televisão digital a ser implantado no País. O vice-presidente da agência reguladora, Luiz Francisco Tenório Perrone, informou ontem que a partir de 23 de julho deste ano começará a análise para a escolha do padrão que será usado. Ou seja, a Anatel somente baterá o martelo, no segundo semestre deste ano, sobre se a tecnologia da televisão digital seguirá o padrão japonês, europeu ou americano.
Perrone informou também que, para tornar o assunto de fácil entendimento à população, é possível encomendar uma pesquisa de opinião. O resultado pode servir de parâmetro no momento de formatar o modelo a ser aceito pelo governo brasileiro. Está em jogo, segundo técnicos do setor, um mercado de cerca de US$ 20 bilhões, suficiente para acirrar a disputa de fabricantes dos mais diversos Países.
Padrão Os executivos dos conglomerados internacionais vão ter que aguardar um pouco mais para que a Anatel decida qual será o padrão de televisão digital utilizado no Brasil. Perrone informou que o Conselho Diretor da agência reguladora, ao tornar público todos os estudos feitos sobre o assunto, optou por não divulgar uma tendência de tecnologia.
‘‘Sobre a televisão digital, estamos dando mais um passo no sentido de colocar em consulta pública os documentos e pedir à sociedade que se pronuncie sobre o tema’’, afirmou Perrone.‘‘Nesta etapa do processo, não estamos colocando a posição do Conselho sobre o padrão.’’ O superintende dos Serviços de Comunicação de Massa da Anatel, Jarbas José Valente, informou que os estudos produzidos pelo SET/Abert, nos quais definem que o padrão japonês é o melhor para o País poderão ser confrontados com as análises feitas pela Fundação CPqD. ‘‘Existem dois anexos entre os documentos, sendo que um deles trata do mercado brasileiro e o reflexo do uso do espectro. O segundo faz uma demonstração sobre a situação da televisão digital no mundo.’’

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