O governador Jaime Lerner assina hoje em Cambé, às 14 horas, protocolo de intenções para a instalação da Pado - Fechaduras e Cadeados. A solenidade será no Village Praça de Eventos. Lerner virá acompanhado do secretário do Estado da Indústria e Comércio, Eduardo Sciarra. Há 62 anos no mercado, a Pado fabrica cadeados, fechaduras e dobradiças. Em Cambé, a indústria vai investir R$ 30 milhões, para produzir 10 milhões de peças por ano. Serão gerados 500 empregos. A inauguração está prevista para maio. Já estão sendo treinados 100 funcionários.
A Pado vai ocupar uma área de 20 mil m2 - 13 mil m2 de área construída. Foi a própria empresa que adquiriu o terreno. Segundo o prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia, a prefeitura vai doar uma área de 6 mil m2 anexa ao terreno da Pado, que será destinada para o setor de fundição da fábrica. ‘‘Esse terreno já pertence ao patrimônio da prefeitura’’. O prefeito informa ainda que o município está executando alguns serviços, em parceria com a Pado, como remoção de entulho, pavimentação.
A produção da Pado em Cambé será destinada ao mercado brasileiro e à exportação. No exterior, os principais clientes da empresa são Estados Unidos, Venezuela, Chile, Paraguai e Bolívia. A Pado estará entre as dez maiores indústrias de Cambé.
O prefeito José do Carmo ressalta a importância da instalação da fábrica. Primeiro - diz o prefeito - há uma reivindicação da coletividade pela geração de empregos. Em segundo lugar, o município vai recolher mais ICMS, o que vai incrementar a sua receita. ‘‘Por ser uma empresa de tradição, trará uma contribuição inestimável para esse processo de industrialização que vive o Norte do Paraná. Os benefícios não são só para Cambé, mas para todos os municípios da região’’.
Ele destaca ainda que a participação do empresário Alfons Gardeman no negócio é um exemplo que deve ser seguido por investidores da região. ‘‘À medida que esses empresários vão a São Paulo em busca de novos investimentos, a região é divulgada’’. Segundo José do Carmo, a mão-de-obra da região também responde positivamente à industrialização. ‘‘Temos uma mão-de-obra interessada em aprender e com vontade de segurar o emprego. Isso é importante.’’

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