Pacto inibe 'crash' das bolsas, mas NY e Nasdaq têm queda histórica
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segunda-feira, 17 de setembro de 2001
Das agências <br> De Washington e São Paulo 
O mercado bra sileiro recupe rou, nesta segun da-feira de rea bertura das bol sas novaiorqui nas uma pe quena parte dos tombos registra dos deste os ataques terroristas aos Estados Unidos. O Ibovespa fechou com alta de 5,08%, e volume financeiro de R$ 622 milhões, puxado pelas ações de telecomunicações. O índice futuro para outubro avançou 5,63%, para 10.500 pontos.
No âmbito mundial, houve uma espécie de pacto global para evitar um crash nas bolsas novaiorquinas, que apenas ontem reabriram seus pregões. Antes de os negócios começarem, o Federal Reserve se reuniu extraordinariamente e reduziu os juros em 0,5 ponto percentual, para 3,00% ao ano. Perto do meio-dia, foi a vez de o Banco Central Europeu dar sua colaboração, e também cortar as taxas em 0,50 ponto, para 3,75%.
As grandes corporações americanas colaboraram neste pacto. Recompraram suas ações a Cisco Systems, a General Electric, a Intel, a Pepsi e o Morgan Stanley, entre outros. Não por acaso, as maiores quedas nas bolsas novaiorquinas foram de ações de companhias de aviação e, as maiores altas, de empresas fabricantes de equipamentos bélicos.
No saldo do dia, o índice Dow Jones fechou com a maior perda em pontos de sua história: 684,8 pontos, ou 7,13%. A Nasdaq recuou 6,83%. De todo modo, o mercado tem ciência de que esta segunda-feira foi um dia atípico, imbuído de um certo espírito patriótico. A pergunta que fica: e a terça-feira, como será?
O dólar acabou fechando em baixa em relação ao real ontem no Brasil, contando com a ajuda do Banco Central. Operadores comentaram que o Banco Central fez sua parte nesta segunda-feira, vendendo dólares e dando liquidez aos negócios. Além disso, na sexta-feira passada o BC fez leilão de NBC-E no final da tarde, no horário do fechamento do mercado, e as vendas de moeda para comprar os títulos teriam sido feitas nesta segunda-feira.
O dólar acabou fechando em baixa de 0,26%, cotado a R$ 2,668. No mês de setembro, a moeda norte-americana acumula alta de 4,02%. Neste ano, o dólar já subiu 36,75% em relação ao real. Apesar da queda de ontem, operadores estão certos de que a pressão sobre o câmbio vai continuar. Primeiro, porque não se conhecem as ações que os EUA irão desencadear em sua resposta aos ataques terroristas. Segundo, porque não se sabe quais serão as consequências dessas ações para o mundo. Terceiro, porque em qualquer hipótese, há quase consenso que no curto prazo o fluxo de recursos para o Brasil deverá diminuir. Quarto, porque a economia argentina continua cambaleando. Quinto, porque a economia brasileira vai crescer menos que o esperado . Sexto, porque em outubro está previsto um volume pesado, segundo operadores, de vencimentos de compromissos externos. Sétimo, porque o dólar caro está sendo encarado pelo governo como um fator de incentivo à reversão dos déficits da balança comercial registrados nos últimos seis anos.


