Pacto garante 500 mil empregos no PR
Marcos Zanatta
De Maringá
A Faep, a Alcopar, os sindicatos rurais e de trabalhadores e o governo do Estado fecharam ontem, em Maringá, o Pacto pelo Emprego no Setor Sucroalcooleiro no Paraná. A principal meta do acordo é de garantir a manutenção do emprego de pelo menos 500 mil trabalhadores, que dependem direta ou indiratamente da produção de álcool e açúcar. O pacto segue os moldes do acordo feito no estado de São Paulo no mês passado. Mediante uma série de medidas econômicas e trabalhista, 66 ao todo, incluindo a o revigoramento do Proálcool, as usinas paulistas suspendem temporariamente as demissões tanto na lavoura como nas indústrias.
Cada setor, explica o presidente da Faep, Ágide Meneguette, vai dar a cota de contribuição. Os produtores vão garantir o abastecimento das usinas, que pretendem junto com entidades do setor a desenvolver pesquisas para melhorar a qualidade dentro de toda cadeia, e o governo mantendo o apoio de várias formas. Uma delas será a renovação da frota por veículos movidos à álcool. Os trabalhadores também farão sua parte, de forma a garantir a manutenção dos empregos, explica Meneguette.
O secretário adjunto da Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Lourival Carmo Monaco, que participou ontem do encontro em Maringá, apresentou os principais pontos do pacto paulista. Convocamos todo segmento para garantir que o acordo dê resultado, disse. No total, segundo Monaco, são 66 medidas que visam basicamente preservar o emprego de 500 mil trabalhadores. O mercado está reagindo sózinho, mas temos a convicção de que o pacto vai manter os resultados a médio e longo prazo, afirma.
O sacretário de Agricultura do Paraná, Antônio Poloni, disse que o governo pretende agir de forma a ampliar a participação das usinas no agronegócio.





