Pacto fiscal não segura risco-Argentina
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sexta-feira, 16 de novembro de 2001
Das agências<br>De Buenos Aires 
O acordo entre o governo argentino com os governadores das províncias (Estados) de oposição no país, fechado na noite de quarta-feira, causou um clima de otimismo ontem na Bolsa de Buenos Aires, que fechou em alta de 2,64%. No entanto, no exterior continuou a desconfiança sobre a Argentina. A taxa de risco do país voltou a quebrar todos os recordes históricos ao passar de 2.664 pontos para 2.773 pontos. No fim do dia, a taxa havia amainado levemente, e caído para 2.668 pontos.
Um dos motivos da irritação dos mercados foi um projeto de lei de parlamentares do próprio governo e que teria sido inspirado pelo ministro da Economia, Domingo Cavallo que estabeleceria um imposto extraordinário sobre empresas com lucros superiores a US$ 5 milhões, e pessoas físicas acima de US$ 1 milhão.
Para o economista Miguel Bein, este projeto de lei ''é um sinal para desestimular os investimentos. A melhoria da arrecadação tem que vir de um crescimento da atividade econômica, e não do aumento de impostos''.
Cavallo Mais uma vez, a Argentina estará pendente de conseguir apoio internacional para tentar dar uma guinada na crise financeira que está arrasando a economia do país. O momento crucial ocorrerá hoje, quando o ministro da Economia, Domingo Cavallo, será recebido pelo Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Paul O'Neill. Cavallo pedirá a O'Neill respaldo para a operação de reestruturação da dívida pública com os credores internacionais. O encontro será em Ottawa, no Canadá, um dia antes do início das reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e Grupo dos 20. Ontem, O'Neill disse que a situação argentina neste momento é ''bastante animadora'' após o acordo com as províncias para cumprir a lei do déficit zero.


