Pacote terá R$ 14,9 bi a mais para moradias populares
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terça-feira, 24 de março de 2009
Chiara Quintão<br> Agência Estado 
São Paulo - A produção de 600 mil moradias destinadas à parcela de renda familiar de três a dez salários mínimos vai demandar R$ 14,9 bilhões de recursos adicionais, segundo o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Claudio Conz, que também é membro do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Esse valor será adicionado ao orçamento já previsto no FGTS antes da elaboração do pacote. Conforme Conz, do total de 1 milhão de moradias a serem anunciadas hoje no pacote habitacional, 400 mil irão para a faixa de até três salários mínimos e 600 mil para a fatia de três a dez salários mínimos.
Na reunião de ontem do Conselho Curador do FGTS, foi aprovada a ampliação do orçamento do fundo para habitação e saneamento de 2009, passando de R$ 18 bilhões para R$ 30,4 bilhões, segundo Conz. Dos R$ 12,4 bilhões adicionais, R$ 10 bilhões irão para financiamento à habitação de interesse social na faixa de três a dez salários mínimos e R$ 2,4 bilhões para subsídios nesse segmento. Independentemente do pacote, já eram previstos subsídios com recursos do FGTS de R$ 1,6 bilhão. Na prática, portanto, com os R$ 2,4 bilhões adicionais esses subsídios chegarão a R$ 4 bilhões.
Conforme Conz, o acordo feito pelo Conselho Curador para autorizar os R$ 2,4 bilhões adicionais foi de que o governo libere mais R$ 2,5 bilhões do Orçamento Geral da União (OGU) para subsídios. Somando-se esses R$ 4,9 bilhões aos R$ 10 bilhões do FGTS destinados à habitação de interesse social, serão R$ 14,9 bilhões adicionais para a produção de moradias para a população com renda de três a dez salários mínimos, de acordo com o presidente da Anamaco. O subsídio para famílias com renda de até três salários mínimos sairá do Orçamento Geral da União (OGU), ainda não divulgado.


