Brasília - As medidas para regulamentar as tarifas adotadas ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) deverão ter pouco impacto nas receitas dos bancos e no bolso dos clientes, avaliam analistas ouvidos pela reportagem. Para eles, ‘‘o pacote’’ foi menos restritivo do que se esperava e os bancos, de alguma forma, poderão facilmente compensar eventuais perdas.
  O fim da Tarifa de Liquidação Antecipada (TLA) foi apontado como a decisão mais importante e que, de fato, incentivará maior concorrência no mercado de crédito. O gerente jurídico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Marcos Diegues, demonstrou certa decepção com as medidas apresentadas. Para ele, o pacote é menor que o prometido. ‘‘Saiu um pouco menor do que esperávamos. Sei que seria difícil que o BC nos satisfizesse completamente’’, diz.
  Para Diegues, a proibição das tarifas deveria ser mais ampla, com serviços como transferência entre instituições financeiras, abertura de crédito e uso de cartões e cheques. (A.E.)

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